
O pesadelo financeiro que varre as fabricantes tradicionais mundo afora ganha mais um capítulo. A General Motors (GM) comunicou aos acionistas que vai ter de arcar com gastos de mais de US$ 5 bilhões em suas operações na China. Tudo para diminuir de tamanho na região e, com isso, evitar novos prejuízos.
A montadora aponta que precisará investir de US$ 2,6 bilhões a US$ 2,9 bilhões para diminuir sua participação na Saic, parceria histórica que mantém para produzir e vender seus carros no país. Além disso, a companhia também vai investir valor relevante para fechar fábricas e enxugar o portfólio na região com o objetivo e tornar a oferta de veículos mais enxuta e lucrativa.
Vendas da Saic-GM na China despencaram
A medida é resultado do fraco desempenho da JV no país. Por muito tempo a galinha dos ovos de ouro da GM, a parceria com a Saic viu sua rentabilidade desidratar recentemente diante do fortalecimento de marcas de carros puramente chinesas.
Até setembro de 2024, a montadora amargou prejuízo de US$ 350 milhões no país. As vendas na Saic-GM despencaram 59% nos primeiros 11 meses deste ano, para pouco mais de 370 mil licenciamentos – número superado em mais de 10 vezes pela BYD.
Em outubro, a CEO da GM, Mary Barra, prometeu a investidores a redução dos estoques. Além de melhorias “modestas” nas vendas e na participação no mercado chinês.
No anúncio da quarta-feira, 4, o conselho executivo da fabricante determinou que os gastos eram necessários para a reestruturação das operações. Contudo, não deu detalhes de como se dará esse processo.
Após o comunicado, as ações da montadora nos Estados Unidos caíram 2,7%.