
A General Motors (GM) revelou que deixará de investir na divisão de táxis robôs Cruise.
Segundo a montadora, a decisão se justifica pelo “tempo e recursos necessários para escalar o negócio, além da competitividade crescente no mercado de robotáxis”.
Em oito anos, mais de US$ 10 bi
A medida representa um duro golpe nas pretensões da fabricante em se tornar referência no transporte privado com carros autônomos.
Desde 2016, a GM investiu mais de US$ 10 bilhões na Cruise. Agora, a empresa se tornará um braço de desenvolvimento de tecnologias de assistência à condução.
Nos últimos anos, a Cruise passou por dificuldades. Os táxis robôs da companhia causaram um bizarro congestionamento sem motoristas e até se envolveram em um acidente, que resultou em atropelamento.
Além de abrir mão do negócio, a montadora está tomando outras importantes decisões sobre seu futuro a curto prazo. Como a venda de suas ações em fábricas de baterias e a reestruturação de suas operações na China.
A ideia é concentrar recursos em produtos mais rentáveis, como picapes movidas a gasolina e outras categorias de veículos.
Fim da Cruise vai aliviar cofres da GM
Em 2023, a CEO da GM, Mary Barra, disse que a Cruise poderia render US$ 50 bilhões em receitas anuais até 2030. Opinião esta que mudou radicalmente com o choque de realidade.
“É preciso entender a fundo o custo de manter uma frota de robotáxis em funcionamento, que é bastante significativo e, vale ressaltar, não é nosso negócio”, afirmou.
A expectativa da General Motors é que o fim do investimento na Cruise represente uma economia de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões a partir do fim de junho de 2025, quando a decisão será efetivamente sacramentada.
Barra não revelou quantos empregados da Cruise poderão ser absorvidos pela GM.
