Produção de motos em agosto é a segunda melhor de 2021

Fabricantes montaram quase 124 mil unidades no mês e acumulado do ano indica alta de 33,8%

mario
Mário Curcio, para AB
  • 14/09/2021 - 17:45
  • | Atualizado há 4 dias, 16 horas
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    As fábricas de motos instaladas em Manaus (AM) produziram em agosto 123,7 mil unidades, alcançando alta de 30,2% sobre julho, mês que teve a produção comprometida por férias coletivas. O volume fabricado em agosto foi o segundo melhor de 2021, atrás apenas de março (125,7 mil motos).

    Nestes oito meses, as empresas instaladas no Amazonas já montaram 787,6 mil unidades, anotando alta de 33,8% sobre iguais meses do ano passado. Os números foram divulgados pela Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor de duas rodas. O aumento da produção em agosto era aguardado porque as fábricas tentam desde o início do ano reduzir filas de espera.

    “As empresas trabalham para atender à demanda do mercado, que segue em alta, especialmente por modelos de entrada e de baixa cilindrada”, recorda o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

    Em setembro deve haver nova queda na produção como consequência da paralisação de parte das linhas da Yamaha, que começou no dia 9 e vai até 24. A empresa é a vice-líder de mercado e foi obrigada a interromper a produção de parte de suas motos e motores de popa por falta de peças.

    O problema já havia atingido a empresa em maio deste ano. Segundo a Abraciclo, a variante Delta do novo coronavírus tem criado problemas na cadeia logística por causa do fechamento de alguns portos. 

    As vendas no atacado (das fábricas para as concessionárias) alcançaram em agosto 117,5 mil motos. O resultado é 30,6% mais alto que o de julho e foi ainda o melhor mês desde março de 2015. O acumulado do ano já teve 742,5 mil motos repassadas às revendas, indicando acréscimo de 31,4% sobre iguais meses do ano passado.

    Apesar do crescimento, a associação dos fabricantes recorda que a alta dos juros e o aumento da inflação e dos preços tendem a afetar o setor duas rodas, já que o segmento tem grande dependência do Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Essa modalidade respondeu por 39% das vendas de motos de janeiro a julho deste ano.

    Exportações crescem quase 90% sobre 2020

    Em agosto as fabricantes enviaram 5,6 mil motos ao mercado externo, 7% a menos na comparação com julho. Os Estados Unidos foram o principal destino das motocicletas brasileiras em agosto, 1,9 mil unidades (29,7% do total mensal).

    O acumulado do ano teve 37,9 mil motos exportadas, 88% a mais que em iguais meses do ano passado, quando o comércio exterior foi severamente atingido pelos efeitos da pandemia de Covid-19. No somatório dos oito meses, a Argentina ainda se mantém como o principal mercado comprador das motos brasileiras,  com 11,3 mil unidades, 29,6% do total. Na sequência, quase empatados, vêm Colômbia (8.551 unidades, 22,3% do total) e Estados Unidos (8.494 motos, 22,2%). Até o fim do ano as fábricas esperam exportar 51 mil motos, o equivalente a 51,1% a mais que em 2020.

    Emplacamentos no acumulado sobem mais de 35%

    O mês de agosto teve 102,7 mil motos emplacadas. O volume caiu 8,8% em relação a julho como consequência das férias coletivas das fábricas e concessionárias com baixo estoque, mas ainda assim a média diária de licenciamentos foi elevada, próxima a 4,7 mil unidades. O acumulado do ano teve 732,6 mil unidades, ou 37,9% a mais que no mesmo período de 2020.

    Por causa da demanda aquecida e da boa oferta de crédito, a Abraciclo prevê até o fim do ano 1,14 milhão de unidades e alta de 24,6% sobre 2020.