Como as cidades conectadas trazem vantagens para o setor de transportes

Novas tecnologias facilitam a vida de usuários e especialmente de empresas, que podem otimizar o tempo de viagem e até coletar dados para aprimorar o serviço no futuro

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Vitor Matsubara
  • 14/09/2021 - 23:26
  • | Atualizado há 1 semana, 5 dias
  • 2 minutos de leitura
    
             Países como Singapura já investem em ideias para melhorar a mobilidade nas grandes metrópoles

    Pensar em uma metrópole sem congestionamentos está mais para utopia do que realidade. Mas, se o trânsito é um problema difícil de ser resolvido, as cidades do futuro podem facilitar a vida de seus habitantes.

    Assim surgiu o conceito das cidades conectadas. Conhecidas também como ‘smart cities’, elas integram modais de transporte para agilizar processos, preservar o meio-ambiente e, assim, melhorar a qualidade de vida dos habitantes.

    Um bom exemplo é Helsinque. Na capital finlandesa, os passageiros podem usar diferentes modais públicos ou compartilhados e pagar por todas as viagens em um mesmo aplicativo. Basta fazer um breve cadastro e escolher entre planos mensais ou sob demanda.

    Toda essa comodidade resulta em maior praticidade para o usuário, que ganha tempo em seus deslocamentos e ainda pode pagar por todos os serviços de forma mais prática. Mas e o que as empresas do setor de transportes ganham com cidades conectadas?

    Bom para usuários e empresas

    O modelo de Helsinque é um bom exemplo de Mobility as a Service (MaaS, ou “mobilidade como serviço”, em tradução livre para o Português). Neste caso, o conceito está em alta nas grandes metrópoles, uma vez que diferentes prestadores de serviço podem operar em uma mesma plataforma. 

    No caso das empresas, a grande vantagem nos operadores de transporte é a possibilidade de baratear o processo de venda de créditos.

    Outra referência no uso da conectividade para melhorar o transporte está em Singapura. Em 2014, o país implantou o programa “Smart Nation”, um plano estratégico para aprimorar a mobilidade, já que apenas 12% da infraestrutura era dedicada ao transporte por lá.

    Daí veio a ideia do Open Data para transporte urbano, iniciativa que coletou informações (anônimas) dos cartões de viagem dos passageiros em cinco mil ônibus. Graças à compilação desses dados e do monitoramento em tempo real dos veículos, o governo descobriu todos os gargalos do sistema, como baixa oferta e pouco conforto.

    Segundo o governo local, com as medidas tomadas com base nesses dados, houve uma redução de 92% nos problemas de superlotação nos ônibus. Além disso, o tempo de espera também caiu para, no máximo, sete minutos.

    Rotas em tempo real

    As empresas de logística também saem ganhando com a evolução das cidades conectadas. Uma das principais vantagens é a possibilidade de usufruir de informações coletadas por GPS para definir quais são as melhores rotas para os caminhões.

    Os dados podem ser atualizados em tempo real por meio de informações enviadas pelas próprias cidades, que analisam dados de trânsito e de semáforos para definir qual é o caminho mais rápido. Assim, é possível traçar uma nova rota caso haja um acidente que esteja causando congestionamento na rota.

    Ao chegarem no local de destino, os próprios veículos poderão utilizar a inteligência artificial para identificar o caminho a ser percorrido e estacionar no local apropriado para realizar a carga e descarga das mercadorias. Tudo sem a intervenção humana por meio da evolução da tecnologia de condução autônoma, que já é aplicada em alguns setores de transportes.

    Outra possibilidade muito importante é a da obtenção de dados estratégicos durante as entregas, tornando possíveis análises aprofundadas sobre a performance da frota e o desenvolvimento de melhorias.

    Mas é claro que todas essas vantagens serão importantes diferenciais apenas se a frota circulante tiver condições de aproveitá-las.

    É por isso que a tecnologia será um argumento ainda mais importante na hora de decidir a compra de um ônibus ou caminhão, fazendo com que as fabricantes invistam cada vez mais na tecnologia embarcada nos pesados.

    As grandes cidades e principalmente os frotistas agradecem.

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