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Volkswagen pode fechar fábricas na Alemanha

Medida seria parte do plano da montadora alemã de cortar € 10 bilhões em custos até 2026
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Vitor Matsubara

02 set 2024

2 minutos de leitura

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A Volkswagen pode determinar o fechamento de duas fábricas na Alemanha: uma de automóveis de passeio e a outra de autopeças. A agência de notícias “Reuters” diz que a decisão seria reflexo de uma grave crise que a montadora enfrenta nos últimos anos.

“A situação é extremamente tensa e não pode ser superada por meio de uma simples redução de custos”, reconheceu Thomas Schäfer, CEO da marca Volkswagen.


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No passado, analistas da indústria automotiva apontaram as fábricas da Volkswagen de Osnabrück e Dresden como fortes candidatas a um eventual fechamento.

A imprensa especializada atribui a decisão a uma consequência indireta da postura relutante (e até teimosa) do conselho administrativo da empresa, que se mostrou resistente à modernizações em várias de suas plantas.


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A montadora, que hoje tem 680 mil funcionários, admitiu ainda que pode ser obrigada a encerrar seu programa de estabilidade de emprego, vigente desde 1994 e que, atualmente, impede qualquer corte no quadro de pessoal até 2029.

Objetivo é enxugar € 10 bilhões em dois anos

Prova da situação delicada da Volkswagen é a meta de enxugar € 10 bilhões até 2026.

Oliver Blume, CEO do Grupo VW, afirma que a combinação de um cenário econômico complexo, o fortalecimento de novos competidores na Europa e a queda na competitividade da economia alemã pioram a situação da empresa em seu país natal.

Nos últimos três anos, a companhia perdeu quase um terço de seu valor de mercado, o que resultou no pior desempenho entre todas as grandes montadoras de carros da Europa.

Avanço das marcas chinesas preocupa VW

Além do cenário desfavorável e das decisões equivocadas, a sufocante concorrência das marcas chinesas também causa problemas para a Volkswagen.

O avanço global de marcas como a BYD, que vende veículos modernos a custos mais acessíveis, fez a VW perder a liderança em mercados onde até então era dominante, como a China.

A entrada dessas fortes concorrentes pressiona a Volkswagen a desenvolver carros elétricos mais baratos e de forma mais rápida, sob o risco de perder cada vez mais participação de mercado.