
O primeiro semestre da Stellantis foi um pouco o reflexo daquilo que foi o primeiro semestre da indústria automotiva local: alta produção puxada por uma forte demanda, sobretudo pelos modelos Fiat.
Na quinta-feira, 5, a montadora apresentou um breve balanço dos seus primeiros seis meses, no qual alcançou produção recorde na fábrica de Betim (MG), onde produz os modelos Fiat Argo, Pulse, Fastback, Mobi, Fiorino e Peugeot Partner.
SAIBA MAIS:– Stellantis fará híbridos em todas suas fábricas no Brasil, a começar por Pernambuco– Stellantis prevê que 20% do mercado brasileiro será de plug-ins em 2030– Sete anos depois, como está o polo automotivo da Stellantis em Pernambuco
Saíram da tradicional fábrica mineira até junho 45,5 mil unidades, o maior volume para o mês de sua história. Sua produção total, envolvendo as demais fábricas no país, chegou a 88,7 mil unidades. Outro recorde.
Contudo, serão os próximos seis meses os mais, digamos, palpitantes da montadora na região. A começar pelo anúncio feito na própria quinta-feira: aporte de US$ 385 milhões na fábrica de argentina de Cordoba, para a produção de uma nova família de veículos e um novo motor.
O valor investido é uma conversão aproximada para a moeda americana dos R$ 2 bilhões que a montadora anunciou em investimentos para a Argentina em março. Além da fábrica de Cordoba, a Stellantis mantém uma unidade em El Palomar, onde são produzidos modelos Peugeot.
A empresa na oportunidade adotou a cautela a respeito dos detalhes sobre essa nova família de veículos argentinos, e também sobre o novo propulsor. Segundo o presidente da companhia na região, Emanuele Cappellano, o motor será exportado para o Brasil.
Stellantis já produziu um lote do seu primeiro modelo híbrido flex
Também agita o segundo semestre da montadora os lançamentos dos dois primeiros modelos equipados com motor híbrido flex da companhia, os quais pertencem ao conjunto de veículos denominado Bio-Hybrid.
A data do primeiro lançamento segue indefinida, assim como o segmento ao qual pertence o veículo.
Segundo o portal Auto Segredos, esses dois modelo híbridos seriam os SUVs Pulse e Fastback, nas versões Audace Hybrid e Impetus Hybrid. O motor seria o do tipo MHEV com operação em 12 V, acoplado ao motor a combustão T200 flex.
Oficialmente, a Stellantis afirma que um dos modelos híbridos já passou por alguma linha de produção da fabricante.
Cappellano afirmou que a montadora já produziu um lote desse primeiro modelo híbrido para a realização de testes: nos processos produtivos e, claro, no produto. Posto isso, o híbrido Stellantis já circula pelo país realizando provas em campo.
Com tanta atividade industrial acontecendo, e com as demandas fabris futuras, a montadora olha com atenção para a oferta de energia elétrica no país.
Demanda por energia vira um tema importante na Stellantis
No primeiro semestre, não apenas o setor automotivo produziu mais, aumentando a demanda por eletricidade, mas também outros setores elevaram o ritmo no período.
Com tanta fábrica produzindo a plena capacidade – como a da Stellantis em Betim, em três turnos em jornada de segunda a sábado – a demanda por energia aumentou.
Por outro lado, as secas observadas em alguns dos principais reservatórios de água do país, os quais movimentam turbinas geradoras das usinas hidrelétricas, ligou o sinal de alerta do Operador Nacional do Sistema (ONS).
O tema é visto como estratégico pela Stellantis, ainda que a empresa tenha informado que, por ora, um risco de parada de produção por causa de uma eventual falta de abastecimento de energia seja considerado algo improvável.
Faça sua inscrição no #ABX24, maior encontro de negócios do ecossistema da mobilidade
Tanto que a Stellantis pretende ter uma operação local movida exclusivamente por energia que ela mesma produz por meio sustentáveis, como é o caso da solar, por exemplo. A expectativa é de que isso ganhe corpo a partir de 2025.
