
A Panasonic Energy pretende eliminar a dependência da China na produção de baterias para carros elétricos produzidas nos Estados Unidos.
A informação foi confirmada por Allan Swan, presidente da Panasonic Energy of North America, à agência de notícias “Reuters”. O executivo classificou a medida como “o objetivo número 1” da companhia.
Atualmente, a fabricante de baterias de carros elétricos fornece para diversas montadoras presentes nos Estados Unidos, como a Tesla.
Trump promete taxar produtos chineses em 60%
A decisão de Panasonic de se descolar da China na produção de baterias conversa com a postura do novo governo dos Estados Unidos, novamente sob o comando de Donald Trump.
Uma das promessas do mandato que se inicia no dia 20 de janeiro é de aumentar a tributação sobre produtos chineses em 60%.
Com isso, muitas empresas estão revendo seus processos de produção para reduzir a dependência das empresas da China.
“Temos alguns fornecedores chineses, mas eles não são tantos assim. Nossa intenção é de não tê-los mais com o passar do tempo e estamos acelerando esse processo”, disse o presidente da Panasonic Energy em entrevista concedida durante a CES, maior feira de tecnologia do mundo e que acontece em janeiro na cidade de Las Vegas.
Trump também quer sobretaxar produtos vindos de outros países fora dos EUA, inclusive de Canadá e México, lugares nos quais a tarifa prometida é de 25%.
A decisão de aumentar os impostos sobre produtos mexicanos afetaria diretamente varias montadoras, que usam o México como um mercado estratégico para venda e produção de veículos.
Apesar de fabricar baterias nos Estados Unidos, a Panasonic depende de vários fornecedores localizados fora do país. A empresa mantém uma fábrica no estado de Nevada e pretende inaugurar sua segunda planta norte-americana, esta no Kansas, ainda em 2025.
