
“A Stellantis começa sua jornada com liderança, recursos, diversidade e conhecimento para construir algo realmente único e grande, fornecendo aos clientes veículos excepcionais e soluções de mobilidade, criando valor aos seus acionistas”, comentou John Elkann.
Herdeiro da família Agnelli, fundadora e controladora do antigo Grupo Fiat que em 2014 deu lugar à Fiat Chrysler Automobiles (FCA) com a aquisição do falimentar Grupo Chrysler, Elkann seguirá sentado na cadeira que já era sua, na cabeceira da diretoria da Stellantis como seu chairman ao lado de 10 diretores (leia aqui), entre eles Carlos Tavares, até então CEO do Grupo PSA e agora presidente executivo do novo grupo.
SINERGIAS DE € 5 BILHÕES POR ANO
Tavares será o responsável por coordenar ao longo deste ano a fusão na prática, com as sinergias possíveis entre marcas, plataformas e fábricas que vêm sendo planejadas desde o anúncio da união dos dois grupos no fim de 2019 (leia aqui), com potencial calculado de cortes de custos de € 5 bilhões por ano – isso sem incluir na conta o possível fechamento de unidades industriais ociosas.
“Estamos muito orgulhosos de lançar as ações da Stellantis. De agora em diante, vamos alavancar os benefícios desta fusão de € 25 bilhões para perseguir um forte desempenho e aumentar o valor da empresa aos acionistas baseados em vantagens competitivas incomparáveis”, disse Carlos Tavares.
O executivo deverá dedicar boa parte de seu tempo e esforços para tornar mais eficiente a rede produtiva da Stellantis no mundo todo, adotar uma estratégia para melhorar a posição na China – maior mercado de veículos do mundo onde PSA e FCA têm participação apenas marginal – e definir a vocação (e o futuro) da ampla diversidade de marcas do grupo, muitas delas concorrentes entre si (leia aqui).
Stellantis hera 12 marcas de veículos dos grupos PSA e FCA
Mike Manley, que era CEO da FCA e ao lado de Tavares trabalhou ativamente para viabilizar a fusão dos dois grupos, a partir desta semana vai comandar as operações da companhia nas Américas (leia aqui) – uma região em que ele já tem bastante conhecimento, herdado do tempo em que liderou as marcas Jeep e Ram, antes de assumir a presidência da Fiat Chrysler com a morte de Sergio Marchionne em julho de 2018.