
Os holofotes voltaram a focar a fábrica da BYD em Camaçari (BA). Mas desta vez não é por causa de alguma encrenca envolvendo o governo da Bahia ou a Ford, que operava na unidade. Trata-se de algo grave: más condições de trabalho.
Segundo reportagem da Agência Pública, a fábrica virou alvo de investigação pelo Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) após denúncias de condições de trabalho precárias e agressões físicas a trabalhadores.
A publicação mostra um material contundente. São vídeos e fotos que mostram as condições degradantes às quais estariam sendo submetidos trabalhadores de empresas contratadas pela BYD para erguer a fábrica. Todas também de origem chinesa.
Violência contra trabalhadores
As denúncias, documentadas nesses materiais enviados à reportagem da agência, envolvem desde a falta de equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs, até chutes desferidos por chefes em seus subordinados.
Ao UOL Carros, o Ministério Público do Trabalho confirmou que abriu um inquérito para apurar as denúncias. Incluindo as condições de trabalho e os relatos de agressão.
As agressões teriam sido motivadas por atrasos no cronograma de construção da fábrica, cujo início da produção está prometido para acontecer já no ano que vem.
O que diz a BYD
Por meio de nota, a BYD informou que “recebeu com repúdio as imagens relacionadas ao tratamento dado por profissionais de empresas terceirizadas aos trabalhadores na construção da fábrica de Camaçari (BA)”.
A empresa diz que determinou, ainda, que “os agressores sejam afastados e proibidos de ingressar na unidade”.