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Comissão Europeia tenta frear invasão chinesa de carros elétricos

Órgão vai abrir investigação para avaliar os subsídios do país asiático na produção de veículos movidos a bateria
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Redação AB

15 set 2023

2 minutos de leitura

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A Comissão Europeia deve impor restrições às importações mais baratas de carros elétricos chineses que, segundo ela, estão se beneficiando de subsídios estatais. As informações são da Reuters. 

“Os mercados globais estão agora inundados com carros elétricos mais baratos. E o seu preço é mantido artificialmente baixo por enormes subsídios estatais”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no seu discurso anual ao parlamento do bloco. 

Alíquota de carros elétricos deve ser aumentada

A Comissão terá até 13 meses para avaliar se deve impor tarifas acima de 10% para automóveis. Este é o caso de maior visibilidade contra a China realizado pelo bloco, desde que uma investigação da União Europeia (UE) sobre os painéis solares chineses evitou, por pouco, uma guerra comercial há uma década.


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Segundo o órgão, a investigação anti-subsídios vai abranger carros elétricos da China, inclusive de marcas não chinesas fabricadas lá, como Tesla, Renault e BMW. A medida é incomum porque é apresentado pela própria Comissão Europeia, e não em resposta a uma reclamação da indústria.


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Para a Câmara de Comércio Chinesa na UE a investigação, que seve ser instaurada, não tem fundamento. Segundo o órgão, a vantagem competitiva do setor automotivo chinês não se devia aos subsídios. 

As tensões entre a China e a UE têm aumentado, em parte devido aos laços mais estreitos de Pequim com Moscou após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O bloco europeu procura reduzir a sua dependência da segunda maior economia do mundo, especialmente em relação aos materiais e produtos necessários à sua transição ecológica. 

A Comissão Europeia informou que a participação da China nas vendas de veículos elétricos na Europa aumentou para 8% e poderá atingir 15% em 2025, observando que os preços são normalmente 20% inferiores aos dos modelos fabricados na UE.