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Com Stonic por R$ 150 mil, Kia inicia venda de eletrificados no Brasil

SUV compacto tem sistema híbrido leve de 48 V, com motor elétrico só para impulsão
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Pedro Kutney

23 nov 2021

4 minutos de leitura

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Com o Stonic, um SUV compacto híbrido leve, que usa bateria de 48 V e motor elétrico apenas para ajudar nas impulsões, a Kia dá início às vendas de seus veículos eletrificados também no Brasil. O modelo já está nas concessionárias da marca, em versão única por R$ 149.990, mas vai ser difícil compra-lo agora, pois do pedido inicial de 1,2 mil unidades feito à fabricante na Coreia, para a previsão de vender 400/mês, só chegaram 150, todos já vendidos, segundo informa José Luiz Gandini, presidente da importadora oficial da marca no País. 

O Stonic concorre no mercado brasileiro com SUVs compactos similares em dimensões e preços, como os VW Nivus e T-Cross, Fiat Pulse e Chevrolet Tracker, mas entre esses é o único com sistema híbrido leve – o motor três-cilindros 12V a gasolina de 1,5 litro, com injeção direta e turboalimentação, gera 118 cv e 17 kgfm de torque máximo, que sobe a 120 cv e 20,4 kgfm com a ajuda do pequeno impulsor elétrico, em combinação acoplada a transmissão automática de dupla embreagem e sete marchas com três modos de condução (Eco, Normal e Sport) –, conjunto que coloca o SUV da Kia mais próximo do Toyota Corolla Cross híbrido, um pouco maior e mais caro, com motor elétrico mais potente. 

“O Stonic tem tudo para ser o SUV híbrido mais acessível do mercado brasileiro. Cada tecnologia tem seu preço e seu público, mas pela procura inicial que tivemos acho que o carro será um sucesso, poderá vender mais do que as 400 unidades/mês que tínhamos previsto”, afirma José Luiz Gandini.

Usando o sistema elétrico apenas para ajudar o motor a combustão, o Stonic tem consumo aferido pelo Inmetro de 13,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada. O motor desliga nas paradas do trânsito e nas rodovias, em retas e descidas, é ativado o modo de condução “velejar”, uma espécie de “banguela” tecnológica que desliga o propulsor e o carro segue no embalo para economizar combustível, com câmbio desacoplado. Embora seja um híbrido leve, o Stonic também tem os benefícios de carros eletrificados na cidade de São Paulo, com isenção de rodízio e redução do IPVA. 

Compacto e completo

O Stonic é construído sobre a plataforma M20 da Kia, a mesma usada em outros dois modelos da coreana, o Kia Rio e o SUV Seltos – este está em fase de homologação e será lançado no Brasil em 2022. Com 4,14 m de comprimento, 1,76 m de largura e 1,52 m de altura, o Stonic garante bom espaço interno para quatro ocupantes na cabine graças aos 2,58 m de distância entre eixos. O porta-malas é médio, tem capacidade volumétrica de 325 litros. As rodas são de liga leve aro 17”, calçadas com pneus 225/55.

O sistema de infoentretenimento é controlado na tela de 8 polegadas sensível ao toque, que espelha funções do smartphone via Apple Car Play ou Android Auto e também mostra as imagens da câmera de ré. Os passageiros traseiros podem carregar seus smartphones por meio de uma entrada USB disponível na parte de trás do veículo. O pacote de conforto do Stonic também inclui ar-condicionado digital automático, volante multifuncional e computador de bordo com tela digital colorida de 4,3” no centro do quadro de instrumentos, com indicador de fluxo de energia e sistema de som.

Os sistemas de segurança incluem seis air bags (dois frontais, dois laterais e duas cortinas), sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis, freios a disco nas quatro rodas com antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica (EBD), assistente de partida em rampa (HAC), controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração (TCS). O controle de velocidade de cruzeiro é convencional, sem monitoramento e ajuste de distância em relção ao veículo à frente. Para um carro desse nível e valor, fazem falta o piloto automático adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência (AEB) e assistente de permanência na faixa (LKA ou LDW).

Os únicos opcionais da versão única do Stonic vendida no Brasil são as pinturas metálicas ou perolizadas, que acrescentam R$ 2,5 mil ao preço – difícil escapar dessa majoração, já que das seis cores disponíveis, só a branca é sólida –, ou a pintura biton, com opções do teto em preto, amarelo ou vermelho, que soma mais R$ 4,3 mil à conta. A garantia é de cinco anos ou 50 mil km.