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CEO da Tesla, Musk afaga Argentina e mira suas reservas de lítio

Empresário afirmou em redes sociais que busca maneiras para investir no país vizinho
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Redação AB

24 set 2024

2 minutos de leitura

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Elon Musk, CEO da Tesla, voltou a afagar a Argentina. Na terça-feira, 24, afirmou em uma rede social de sua propriedade que tem interesse em investir no país governado pelo seu aliado, Javier Milei.


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Afora a aparente amizade entre os dois, a Argentina tem o que a Tesla precisa: é o quarto maior produtor mundial de lítio, componente essencial para se produzir baterias de veículos elétricos.

Musk já demonstrou admiração pela política liberal do presidente argentino. O bilionário recebeu Milei em uma fábrica da Tesla em Austin, Texas, em abril.

“Minhas empresas estão buscando ativamente maneiras de investir e apoiar a Argentina”, disse Musk, cujas empresas também incluem a startup de chips cerebrais Neuralink e a companhia de inteligência artificial X AI.

Se por um lado as reservas de lítio atraem o investimento externo, por outro a capacidade produtiva do país apresenta dificuldades para decolar.

A Argentina passou por um turbilhão neste primeiro semestre. Com o novo governo e as medidas econômicas implantadas, o setor automotivo local também sofreu neste período.

Segundo dados da Adefa, associação das montadoras argentinas, de janeiro a junho a produção de veículos despencou em mais de 26%, os licenciamentos caíram mais de 21% e as exportações, quase 17%.

A projeção da S&P Global para a produção de veículos argentina é de uma queda de 15,5%, alcançando um volume de 528 mil unidades. Até junho, foram produzidos 216,36 mil veículos.


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Para o mercado, a expectativa da consultoria é de vendas em torno de 310 mil carros, recuo de 26,7%. No primeiro semestre, foram 170,3 mil emplacamentos, entre importações e produção nacional.