
Uma nova pesquisa divulgada pelo Moovit, aplicativo de rotas para pedestres, perguntou a passageiros de transporte público o que os faria se sentir mais seguros nos modais. 83% pediram o aumento da frota para evitar veículos lotados. Para 59%, a informação sobre a localização dos ônibus em tempo real seria útil para evitar a aglomeração em pontos e paradas. E 53% dos passageiros gostariam de ver a fiscalização mais intensa do uso de máscaras.
O foco da pesquisa foi o modo como a pandemia da Covid-19 ainda está afetando o transporte público em 2022. Pelo estudo, 84% dos entrevistados disseram não se sentir seguros em ônibus, trens, metrôs e outros modais por conta dos riscos de contaminação. Essa desconfiança fez com que 45% dos respondentes reduzissem de alguma maneira o uso de transporte público no início de 2022.
A pesquisa anônima foi feita com mais de 6 mil usuários nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza, entre 17 e 21 de fevereiro.
Medo de contaminação reduziu viagens
A preocupação quanto aos riscos de contaminação afetou a frequência com que os passageiros usam o transporte coletivo. Entre os entrevistados, 23% disseram que reduziram a frequência com que fazem viagens em transporte público, enquanto 20% só fazem trajetos essenciais e 2% pararam de usar tais modais completamente. Brasília e Belo Horizonte foram as cidades menos afetadas, em que o uso se manteve constante para 61% e 60% dos usuários, respectivamente.
O Moovit perguntou também quais medidas de prevenção foram tomadas por empresas e funcionários para reduzir o risco de contaminação. Segundo 65% dos entrevistados, nenhuma ação preventiva foi implementada. O rodízio de equipes foi adotado nos locais de trabalho de 8% dos respondentes, mesmo índice para adoção de horários alternativos. E somente 5% dos usuários retornaram para o trabalho remoto nos últimos meses.
“A pesquisa mostra que o transporte público é um dos termômetros da pandemia, sendo um setor imediatamente afetado com qualquer variação”, comentou Pedro Palhares, diretor de parcerias do Moovit para América Latina.