Venda de motos permanece abaixo de 30 mil

Demanda em maio teve pequena alta sobre abril por causa dos serviços de entrega, mas queda no acumulado do ano supera os 30%

Por MÁRIO CURCIO, AB
  • 02/06/2020 - 13:08
  • | Atualizado há 2 months
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    A venda de motos em maio somou 29,2 mil unidades, registrando pequena alta de 3,4% sobre abril, mas enorme queda, de 70,2%, na comparação com maio de 2019. O acumulado do ano teve 304,4 mil unidades, número que resulta em queda de 32,4% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados foram divulgados pela Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários.



    “O crescimento [sobre abril] pode ser atribuído ao aumento de demanda por parte dos profissionais e empresas de entrega e pelo fato de algumas pessoas terem deixado de usar o transporte coletivo para aderir ao de duas rodas, contribuindo para o isolamento social”, afirma o vice-presidente de motocicletas da Fenabrave, Carlos Porto.



    O executivo afirma que a falta de motos até 250 cc nos estoques das revendas impediu uma alta mais expressiva em maio. Como exemplo, a Honda, que detém 79% do mercado, manteve sua fábrica de Manaus (AM) parada por dois meses.

    Mas a baixa média diária de emplacamentos no mês (1.460 unidades, menos de um terço dos últimos registros anteriores à quarentena) mostra que o grande problema ainda são os Detrans fechados e a dificuldade de licenciar veículos.

    DESEMPENHO POR MARCA


    No acumulado até maio a Honda teve 239,5 mil motos emplacadas, registrando queda de 32,6% ante iguais meses de 2019, um retrato fiel do que ocorreu com todo o segmento no período. A Yamaha, vice-líder do mercado, somou 45,3 mil licenciamentos, recuando 27,1% pela comparação interanual.

    Outras duas fabricantes com quedas menores que a do mercado total nestes cinco meses foram BMW (2,9 mil unidades, -20,7%) e Kawasaki (2,3 mil motos, -20,7%).



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