Grupo Renault fatura € 40,9 bilhões em 2013, 0,5% mais do que 2012

Resultado se beneficiou pela política de preços e controle dos custos

Por REDAÇÃO AB
  • 13/02/2014 - 18:26
  • | Atualizado há 2 months
  • um minuto de leitura
    O faturamento do Grupo Renault apresentou leve alta de 0,5% em 2013 quando comparado com o ano anterior, para um total de € 40,9 bilhões. Graças a um aumento nos emplacamentos e apesar de um forte efeito negativo das taxas de câmbio, o resultado se beneficiou pela política de preços e controle dos custos, ressalta a companhia em comunicado divulgado na quinta-feira, 13. Da receita total, € 38,7 bilhões foram provenientes da divisão automotiva, crescimento de 0,4% no mesmo comparativo.

    A margem operacional do grupo chegou a € 1,24 bilhão em 2013 contra os € 782 milhões em 2012, o que representou 3% do faturamento, enquanto o lucro operacional da divisão automotiva aumentou de € 461 milhões para € 495 milhões, chegando a 1,3% do faturamento. Contudo, o lucro líquido sofreu forte queda de 59%, passando de € 1,7 bilhão em 2012 para € 695 milhões em 2013. A contribuição das empresas associadas, especialmente a Nissan, ficou em € 1,44 bilhão em 2013 contra € 1,47 bilhão em 2012 (quando incluía a contribuição da AB Volvo até setembro daquele ano).

    “O comprometimento de todos os colaboradores da Renault permitiu que o grupo cumprisse com seus objetivos de 2013, em um ambiente pouco favorável. Graças a este resultado, o grupo pode se manter confiante na segunda parte de seu planejamento estratégico”, declarou Carlos Ghosn, presidente e CEO do Grupo Renault.

    As vendas da marca subiram 3,1% no ano passado, para volume recorde de 2,62 milhões de unidades. Metade das vendas da Renault foram feitas fora da Europa. A companhia registrou resultado positivo em quase todas as principais regiões do mundo, exceto pela Ásia-Pacífico, onde os negócios recuaram 7,4%, enquanto subiram 2,4% na Europa, 3,6% na América Latina e 7,8% na África e Oriente Médio. A empresa destaca seu desempenho em países importantes, como Brasil e Rússia, cuja participação no mercado de automóveis e comerciais leves chegou a 6,6% e 7,6%, respectivamente.

    Para 2014, o Grupo Renault prevê estabilidade nos mercados da Europa ao mesmo tempo em que deve manter o crescimento nos países emergentes, sempre liderados pela China. Entre as metas estabelecidas para o ano, estão o aumento dos emplacamentos e do faturamento e melhora da margem operacional em valor do grupo e da divisão automotiva.