Europa deixa de produzir 1,2 milhão de veículos

Paralisações em 229 fábricas afetam 1,1 milhão de trabalhadores afastados

Por REDAÇÃO AB
  • 31/03/2020 - 12:54
  • | Atualizado há 2 months
  • um minuto de leitura

    A pandemia de coronavírus já paralisou de forma total ou parcial 229 fábricas de veículos na Europa, com perda de 1,23 milhão de unidades que deixarão de ser produzidas, segundo calcula a associação dos fabricantes na região, a Acea. A suspensão da produção para reduzir os riscos de contágio pela Covid-19 já afastou 1,11 milhão de pessoas de seus postos nas 16 empresas associadas – praticamente metade da força de trabalho das montadoras europeias está parada.



    Segundo a Acea, seus 16 grupos fabricantes associados empregam 2,6 milhões de pessoas em suas linhas de manufatura na Europa. A associação esclarece que o número de trabalhadores afetados pelas paralisações se refere apenas às pessoas empregadas em fábricas de carros, utilitários, caminhões e ônibus, pois o impacto é muito maior quando se considera toda a cadeia produtiva do setor, que emprega 13,8 milhões, incluindo montadoras e fornecedores. A Acea calculou o volume de veículos que deixará de ser produzido com base no período médio de 16 dias que as fábricas deverão ficar paradas na região. Obviamente essa perda será maior se for necessário estender por mais tempo as suspensões de produção.

    A Acea criou dois mapas interatidos que mostram o número de empregados afastados em cada país dos 27 membros da união Europeia e Reino Unido e a perda estimada de produção com as suspensões já anunciadas. A Alemanha é de longe o país mais impactado, com 568,5 mil trabalhadores que deixarão de produzir 359,3 mil veículos.

    “Neste momento, a preocupação primária da Acea e de todos os seus membros é administrar a crise imediata que se abateu sobre a indústria, com sua abrupta paralisação – algo que nunca aconteceu antes. Nossa prioridade é proteger a saúde e os empregos de quase 14 milhões de europeus que trabalham diretamente ou indiretamente no setor”, afirmou Ecic-Mark Huitema, diretor geral da Acea.