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Caminhões e Ônibus | 11/04/2011 | 11h37

Fabricantes revisam projeção para caminhões

Vendas devem somar 170 mil unidades em 2011.

Jairo Morelli, Redação AB

Jairo Morelli, Redação AB

As projeções otimistas anunciadas no final do ano passado ficaram mais comedidas após o fechamento do excelente primeiro trimestre deste ano, que consolidou aumento de aproximadamente 24% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Executivos dos principais fabricantes de caminhões e ônibus do País afirmaram, reunidos durante o II Fórum da Indústria Automobilística, afirmaram que dificuldades na cadeia de suprimentos e capacidade instalada, que já beira o limite, serão fatores preponderantes no desempenho das vendas em 2011 e 2012.

“No final do ano passado, alguns chegaram a projetar mercado até 15% maior em 2011. Porém, nas últimas reuniões que tivemos, há poucas semanas, revisamos os números e calculamos que as vendas deverão somar cerca de 170 mil unidades”, aposta o diretor de vendas de veículos comerciais da Mercedes-Benz, Gilson Mansur. A opinião é compartilhada por executivos de Ford, Iveco e MAN, que também participaram do evento.

Nem mesmo a possibilidade visível de um final de ano quente por conta da chegada do Euro 5 (P7) em 2012, que deverá deixar os produtos entre 8% e 20% mais caros, parece puxar as projeções. “Os mais leves, de entrada, poderão ficar até 20% mais caros. Já os mais pesados deverão apresentar um incremento de custo mais comedido, na casa dos 8%”, explica Mansur. Assim como o diretor da Mercedes-Benz, todos são categóricos em afirmar que teremos o diesel adequado para a tecnologia Euro 5, ou perto disso, no início do próximo ano. “Nossos produtos estão prontos e homologados. Acredito que não teremos dificuldades na questão do combustível”, diz o confiante diretor de vendas, marketing e pós-venda da MAN Latin America, Ricardo Alouche. Para ele, melhores respostas sobre o comportamento do mercado em 2012 serão dadas apenas a partir do segundo semestre. Alguns fabricantes já acenam com o fornecimento direto, por meio das revendas espalhadas pelo País, do Arla 32, composto à base de uréia, que terá de ser abastecido nos modelos dotados de sistemas de pós-tratamento como o SCR (Sistema de Redução Catalítica). O aditivo, que ajudará no controle das emissões, deverá estar presente com uma parte em cada cinco do diesel, ou seja, para cada cinco litros de diesel será necessário um litro de uréia. O custo do aditivo e do novo diesel ainda são mistérios que, segundo os fabricantes, também deverão ser esclarecidos mais para o final do ano. Problemas com possível contaminação não preocupam.

A chegada de novos players também parece não preocupar os fabridantes tradicionais. “O segmento de caminhões é muito mais peculiar do que o de automóveis. As vendas são muito mais técnicas e ter uma estrutura de pós-venda e distribuição consolidada faz a diferença”, afirma o diretor de operações da Ford Caminhões, Oswaldo Jardim.

O preço mais baixo proporcionado pelos produtos destes novos players também não será tão decisivo na visão do diretor de vendas e marketing da Iveco, Alcides Cavalcanti. “Assim como a Iveco, que demorou alguns bons anos para montar uma estrutura consolidada e apta às condições de um País de dimensões geográficas tão grandes como o Brasil, eles também terão de passar por esse processo.”

FOTO: Alcides Cavalcanti, diretor de vendas e marketing da Iveco; Gilson Mansur, diretor de vendas de veículos comerciais da Mercedes-Benz do Brasil; Oswaldo Jardim, diretor de operações da Ford Caminhões; e Ricardo Alouche, diretor de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America.



Tags: Caminhões, Mercedes-Benz, Iveco, MAN, Ford, Euro 5, Arla 32.

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