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Tecnologia e Engenharia | 17/12/2010 | 15h52

O céu é o limite

Cresce a interação entre o homem e a máquina.

Fernando Garcia, especial para AB

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Fernando Garcia, especial para AB

Com protocolos da conectividade atrelados à comunicação com a Internet é possível uma maior interação entre o homem e a máquina. Fernando Garcia Há alguns anos a conectividade era assunto de filmes ou documentários de ficção científica, mas com a necessidade das pessoas e o advento da internet, hoje é cada vez mais comum esta tecnologia estar presente nos carros, caminhões e até motos. Um exemplo deste cenário é o aumento da concentração dos veículos nas grandes cidades e metrópoles brasileiras. Com as horas gastas no trânsito pesado, o tempo pode impedir uma grande oportunidade de negócio, pois você já pode começar a trabalhar dentro do carro, aproveitando a ligação bluetooth entre o seu celular e o sistema de som do veículo para marcar aquele almoço com um cliente importante.

Há também a questão da segurança, principalmente para as empresas e frotistas que podem, com dispositivos de rastreamento, acompanhar todo o status do veículo 24 horas por dia com cobertura de telefonia móvel. Por ela, é possível a empresa saber exatamente por onde o veículo passou através de tecnologias como o GSM (Global System for Móbile Communication) / GPS (Global Positioning System) / GPRS (General Packet Radio Service), possibilitando funções específicas de localização, de bloqueio do veículo, de monitoramento via Web, cerca eletrônica, função pânico, relatório por velocidade, visualização dos últimos registros, visualização em foto real e digital e entre outras comodidades.

Segundo o vice-diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar Napoleão, a tendência nos veículos será a integração cada vez maior dos módulos de conectividade como o controle do ar-condicionado, navegação GPS, telefone celular, internet sem fio, rádio, tocadores de CD e DVDs, comando de voz, telas que obedecem ao toque, notebook, iPhone, iPod, entre outras funções através do toque na tela do aparelho (touch screen). “Assim como no iPhone você muda de tela, neste aparelho será possível escolher o que será visto na tela como o tradicional painel de instrumentos ou as funções do ar-condicionado e rádio, tudo em um único display, aposentando o console”, diz.

A Ford, por exemplo, lançou recentemente o MyFord Touch, uma evolução do sistema Sync Media System, disponível nos modelos Edge e Fusion, ambos vendidos no Brasil. Nele, todas as funções são exibidas em duas telas de LCD coloridas de 4,2 polegadas, instaladas no quadro de instrumentos, ao lado do velocímetro analógico, e uma tela de LCD de 8 polegadas sensível ao toque na parte central do painel.

Conectividade em prol da segurança

Pensando na segurança, muitas montadoras e empresas especializadas no desenvolvimento de novidades tecnológicas estão investindo pesado e apostando suas fichas em novas ferramentas de conectividade. Uma delas é a PST Eletronics, associada desde 1997 ao Grupo Stoneridge - fornecedor de componentes elétricos e eletrônicos para o mercado automotivo, presente na Europa, Américas e Ásia – que atua em três pólos através da marca PST Electronics, Pósitron, Concept.

As três desenvolvem e exportam uma ampla gama de produtos com eletrônica embarcada que vão desde navegadores, bloqueadores e rastreadores, antenas eletrônicas, painéis de instrumentos para caminhões e ônibus e a linha de alarmes e som automotivo que oferece total conectividade com outros acessórios da companhia. É o que a PST classifica como tecnologia de conectividade PAN (PST Área Network), desenvolvida em 2005 em cima da integração dos protocolos de barramentos (conjunto de linhas de comunicação) de alarmes automotivos.

Por meio de um painel de um rádio, por exemplo, é possível enxergar a conectividade entre os módulos eletrônicos. Entre as funções, é possível travar as portas, acionar setas, abrir ou fechar os vidros, acionar o alarme, ler mensagens de portas abertas e lanternas acesas e ainda saber a distância exata do veículo à frente ou atrás por meio de sensores instalados nos pára-choques, entre diversas outras funções.

O conceito de conectividade veicular vai ainda mais longe. Graças à internet, é cada vez mais comum a interação entre o homem e o seu veículo. Imagine a seguinte situação: o carro parado e de repente o alarme dispara. Este diagnóstico circula pelo barramento e aponta quais foram as causas para o evento, através do rastreador que conecta a internet e transmite a mensagem explicando onde, quando e quais foram as causas do disparo. Imediatamente esta mensagem é transferida a um servidor da companhia que ao recebê-la, gera e-mails ao celular do dono do veículo informando porque o alarme disparou.

“Isso é conectividade. Se você pegar este barramento e de alguma maneira conectar a internet, aí o céu é o limite, pois ela abre muitas opções, e o principal canal para o acesso a esta rede é através do rastreador GPS, um telefone celular e mais um processador que administra estes dois aparelhos”, explica Marcos Ferreti, diretor de Engenharia da PST Electronics.

Com estas maravilhas do mundo moderno cada vez mais presentes, os motoristas já podem contar com o auxílio da tecnologia na proteção dos automóveis. Uma das soluções mais indicadas é o uso do rastreador. Esse equipamento tem ajudado na recuperação de veículos e também de cargas roubadas. Em setembro de 2009, a unidade de Rastreamento da Pósitron atingiu um índice de recuperação de veículos de 96,8%, ou seja, um crescimento de 4,3 % em relação ao mês anterior. No total, 62 ocorrências foram registradas no mês e apenas dois carros não foram localizados.

Além disso, a empresa possui serviço de pronta-resposta. Com seis pontos de atendimento em todo o Brasil, a equipe vai até o local indicado pelo equipamento da Pósitron para conferir as condições em que o veículo se encontra e apoiar o cliente no processo de recuperação. “É importante destacar que o trabalho do grupo de pronta-resposta não substitui a ação da polícia. A equipe somente entra em ação para auxiliar na localização do veículo, após o acionamento das entidades competentes por meio do boletim de ocorrência”, explica José Tabone Júnior, gerente de Negócios da unidade de Rastreamento da Pósitron.

Mas, de acordo com Ferreti, um dos elos da conectividade é criar uma tecnologia cada vez mais promissora. O sistema RDS (Radio Data System) é um exemplo, o equipamento transmite inúmeras informações atrás do display dos rádios automotivos em formato digital utilizado em transmissores de radiodifusão em FM. “Nós desenvolvemos uma parceria com canais de notícias como o Estado de São Paulo e Climatempo que quando o usuário pressiona uma tecla no rádio Pósitron, por meio do display do rádio, ele lê as principais notícias e sabe a previsão do tempo”, finaliza.



Tags: eletronica veicular. conectividade, tecnologia.

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