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Marketing e Lançamentos | 25/11/2010 | 14h41

Fiat faz nova tentativa entre hatches médios

Bravo tem o objetivo de vender 1,5 mil unidades por mês.

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, do Rio de Janeiro para Automotive Business

A partir do começo de dezembro as concessionárias da Fiat em todo o País começam a receber o Bravo, a mais nova de uma série de tentativas que a marca já fez para se estabelecer no segmento de mercado acima dos veículos pequenos, formado por modelos mais sofisticados (e portanto mais rentáveis). O hatch médio, maior em tamanho e tecnologia em relação ao Punto, chega para substituir o Stilo, que chegou ao Brasil em 2002 exatamente para ocupar um lugar que, anos antes, havia sido reservado a uma geração anterior do próprio Bravo.

Em 1999, o Bravo chegou a figurar em capas de revistas especializadas e ser exposto em shopping centers como o mais novo lançamento da marca italiana no País, mas a crise cambial fez a Fiat cancelar o plano. A geração do modelo que começou a ser fabricada em Betim (MG) agora tem plataforma e design totalmente renovados, foi lançada na Europa em 2007 e estava nos planos da Fiat lançá-lo aqui em 2009. Contudo, de novo, outra crise atrapalhou o projeto.

Assim, com um ano de atraso, a Fiat finalmente lança o Bravo brasileiro para tentar acabar com o tabu em torno do modelo e de seu segmento para a marca. A intenção é vender 1,5 mil unidades por mês, sendo 55% da versão de entrada Essence, que parte de R$ 55,2 mil e vai a R$ 57,8 mil com câmbio automatizado Dualogic, e outros 40% da Absolute, que custa R$ 62,2 mil com transmissão mecânica e R$ 65,2 mil com a Dualogic. Todas essas versões chegam às lojas em dezembro com motor flex e.Torq 1.8 de 130 cavalos, fabricado por ora só no Brasil, na unidade paranaense da FPT Powertrain Technologies em Campo Largo.

Os 5% restantes do mix de vendas do Bravo a Fiat pretende preencher com o topo de linha da gama, o T-Jet, com motor a gasolina turbinado, importado da Itália, que entrega até 152 cavalos, com câmbio manual de seis marchas. Mas esta versão não chega agora, só estará disponível nas concessionárias em algum momento do primeiro trimestre de 2011.



Estratégia

A estimativa de vendas coloca o hatch médio da Fiat na quarta ou quinta posição do segmento no Brasil, que representa 6% das vendas e atualmente é liderado pelo Hyundai i30, que vende cerca de 3 mil unidades/mês, ou o dobro do que a Fiat espera para o Bravo. Mesmo assim, é bem mais do que o Stilo, que ficava na nona ou décima posição, com 500 a 600 veículos vendidos por mês.

Para atingir seu objetivo, a Fiat calibrou o preço da versão mais barata do Bravo para ser R$ 2,8 mil mais barata do que o concorrente coreano, e cerca de R$ 4 mil abaixo do Ford Focus, mas ainda assim o modelo italiano fica um pouco mais caro do que as versões equivalentes de outros competidores como Peugeot 307, Citroen C4 e Volkswagen Golf.

Recheio tecnológico

A Fiat espera ganhar mercado para o Bravo não só pelo preço competitivo, mas pela novidade que o modelo representa em seu segmento e pelo recheio tecnológico que o carro traz – ainda que a maioria desse conteúdo seja opcional, encarecendo o preço final.

Dentre as novidades que o Bravo oferece, está o Rádio Nav, que integra rádio, CD e MP3 player, computador de bordo, conexão viva-voz com celular e navegador com GPS, tudo monitorado em uma tela de LCD colorida de 6,5 polegadas. A navegação pode ser feita com comandos de voz e o navegador pode ser carregado com mapas de diversas cidades brasileiras, bastando inserir um pen drive com a informação.

O Bravo também pode ter sensor de estacionamento dianteiro, direção elétrica Dual Drive com função City (acionada por um botão no painel que deixa o volante até 60% mais leve em velocidades até 46 km/h), teto panorâmico Skydome, Night Design (iluminação noturna no habitáculo e maçanetas das portas), ar-condicionado Dual Temp com temperaturas diferentes para motorista e passageiro, borboleta no volante para troca de marchas, piloto automático, Hill Holder (sistema que segura o carro para ajudar na saída em ladeiras), sensor de pressão dos pneus, sinalização de emergência automática em caso de frenagem brusca, além de freios com ABS e EBD e o ESP, o programa eletrônico de estabilidade que corrige possíveis derrapagens e perdas de direção.

O Bravo pode ter até sete airbags – duplo frontal de série para passageiro e motorista em todas as versões e os opcionais laterais dianteiros, duas cortinas e um inédito kneebag, para proteção do joelho do motorista. O banco do motorista pode vir equipado com dispositivo antichicoteamento, que aproxima o encosto de cabeça automaticamente em caso de colisão traseira.

Todo o pacote vem embalado em um design bastante fluído e atraente, claramente inspirado no Alfa Romeo Giulietta, com o qual o Bravo compartilha a mesma plataforma. Mas segundo a Fiat o Bravo fabricado aqui não é uma cópia simples do modelo vendido na Europa, a começar pela motorização diferente, já que o e.Torq 1.8 só é feito aqui.

De acordo com Giancarlo Bertoldi, diretor de engenharia da Fiat, o Bravo brasileiro recebeu diversas modificações e adaptações, após 350 mil horas de trabalho que envolveu 150 pessoas diretamente.

Tudo pelo esforço de obter um pedaço maior de um segmento que representa cerca de 6% do mercado brasileiro, mas deixa bem mais dinheiro em caixa. Tanto que, especificamente para o Bravo, segundo o diretor comercial Lélio Ramos, a Fiat combinou margem bruta de 10,5% com os concessionários, uma das maiores praticadas no Brasil. Tudo para fazer o Bravo dar certo desta vez.



Tags: Fiat, Bravo, Punto, Stilo, hatch.

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