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Caminhões e Ônibus | 22/10/2010 | 15h05

Iveco quer até 10% do mercado de caminhões médios

Empresa apresentou a linha Vertis nesta sexta-feira.

Marcelo de Paula, Automotive Business

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Marcelo de Paula, AB

Estreante no segmento de caminhões médios, a Iveco quer conquistar, em 2011, de 8% a 10% do mercado brasileiro de caminhões médios. Como ‘arma de ataque à concorrência’, a montadora usará sua mais nova linha, Vertis, lançada oficialmente nesta sexta-feira,22 , em Salvador, Bahia. O modelo está disponível em duas versões de 9 toneladas e de 13 toneladas.

A chegada do Vertis também consolida a estratégia da Iveco de ser uma montadora full liner, que produz veículos de carga para todos os segmentos. Até então, os modelos de médio porte não estavam presentes no portfólio da empresa, em nenhuma de suas operações no mundo.

O Vertis, aliás, foi criado no Brasil. Ele tem 85% de nacionalização e todo o seu desenvolvimento foi feito no centro de engenharia da montadora em Sete Lagoas, MG. De acordo com o vice-presidente comercial e de relações institucionais, Antonio Dadalti, a escolha por modelos com capacidades de 9 e 13 toneladas se deve a uma lacuna existente no mercado atualmente.

“Observamos que o mercado, de forma geral, escolheu trabalhar com caminhões ou um pouco abaixo de 9 toneladas ou um pouco acima de 13. Ocorre que é comum o veículo menor estar mais carregado do que devia ou o maior estar com espaço sobrando. Então, percebemos que oferecer veículos de 9 e 13 toneladas é dar ao cliente uma opção intermediária que permitirá a ele transportar de forma mais otimizada. Além do mais, o modelo de 9 toneladas, em sua versão mais curta pode circular como VUC (Veículo Urbano de Carga) em áreas urbanas como é o caso da cidade de São Paulo, com capacidade maior que a dos veículos disponíveis atualmente”, disse.

O diretor comercial, Alcides Cavalcanti, por sua vez, destacou que a meta de obter de 8% a 10% do mercado de médios em 2011 (número semelhante ao que a empresa já detém no mercado como um todo), apesar do produto ser novo, deverá ser alcançada por conta de algumas vantagens que o produto oferece em relação à concorrência.

“Temos uma tecnologia nova, feita para reduzir os custos do cliente tanto de manutenção como operacionais, dois anos de garantia (um ano total e mais um específico para o trem de força), e temos um programa de test drive que permite ao cliente usar o veículo por uma semana antes de ele efetuar a compra. É uma forma de ele verificar in loco, com sua carga e seu motorista, as vantagens de nossos produtos. Com tudo isso, estamos confiantes nos resultados”, comentou Cavalcanti.

O presidente da Iveco, Marco Mazzu, demonstrou bastante otimismo com o mercado brasileiro. Não sem razão. A empresa chegou ao País em 1997 e dez anos depois havia vendido 30 mil caminhões. Acontece que, nos últimos três anos o mercado se expandiu tanto que a montadora comercializou os mesmos 30 mil veículos e a expectativa é fechar 2010/2011 com mais 30 mil unidades circulando pelas vias brasileiras.

“São poucos os países que conseguem rivalizar com o Brasil. É um mercado confiável para quem investe e posso afirmar que, tirando a China que não tem paralelo no mundo, o futuro da Iveco passa pelo Brasil”, destacou Mazzu.

Investimento

O Vertis começou a ser desenvolvido em 2008 e consumiu investimentos da ordem de R$ 55 milhões, previstos nos recursos do plano quinquenal da empresa que termina no final de 2011. A planta brasileira será a única a produzir a linha e servirá de plataforma de exportação para América Latina e África, além de outros países, inclusive da Europa, caso houver demanda, já que o mercado de cargas de lá é diferente do local.

A expectativa é comercializar entre 2,5 mil e 3 mil unidades no ano que vem. Os preços de entrada são de R$ 118,5 mil (9 toneladas) e R$ 136,9 mil (13 toneladas). Todas as unidades previstas para este ano já foram vendidas antes do lançamento. Empresas parceiras da Iveco, como a atacadista Martins, estão entre os clientes que já adquiriram os novos veículos.



Tags: Iveco, caminhão, Vertis, nacionalização, VUC, carga, investimento, Sete Lagoas, veículo médio, veículo comercial.

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