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Eventos | 22/09/2010 | 15h18

Daimler e Iveco desmentem negócio de € 9 bi

Iveco não está vulnerável, diz Marco Mazzu

Paulo Ricardo Braga, Automotive Business

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Paulo Ricardo Braga, Automotive Business, de Hannover

“A Iveco não está vulnerável” – assegurou Marco Mazzu, presidente da Iveco Latin America, à Automotive Business, durante entrevista coletiva realizada no IAA nesta quarta-feira, 22, que teve a participação também de Paolo Monferino, CEO da Iveco. No mesmo dia, pela manhã, correram rumores de que a Daimler teria oferecido € 9 bilhões para adquirir a Fiat Industrial, que reúne Iveco, CNH e FPT – Powertrain Technologies. Nos bastidores, a conversa é: o valor teria ficado abaixo do razoável para a proposta ter sido aceita.

“Não é segredo que todos falam com todos no nosso segmento, mas não há nenhuma conversa com a Fiat sobre esse assunto” – disse a Daimler em comunicado. A divisão de comunicação do Fiat Group também distribuiu nota informando que “no curso normal de negócios, estão sendo revistas oportunidades para estimular sinergias operacionais e acessar novos mercados, por meio de cooperação de diversas naturezas com outros fabricantes internacionais”. Em outras palavras, a Fiat não esclareceu nada.

Monferino voltou a dizer que a América Latina tem sido palco de bons resultados para a marca e enfatizou que a empresa volta a atenção para a China, que cresce à razão de 30% ao ano no segmento de veículos comerciais. “Somos o primeiro fabricante europeu a oferecer uma linha completa de veículos comerciais na região, de leves a pesados” – afirmou, explicando que pretende elevar o conteúdo local na China.

No futuro a estratégia da Iveco passará pela exportação de comerciais a alguns mercados menos exigentes, como Oriente Médio, África e alguns países da América Latina. O Brasil não será alvo dessa iniciativa, mas também tem pouca chance de vender às cinco fábricas que a marca italiana mantém na China em parceria com a SAIC. O motivo: os produtos asiáticos seguem especificações pouco exigentes e diferentes das adotadas no Brasil.

A intenção da Iveco com a exportação desses produtos mais frugais do que os comercializados no Brasil e Europa é reconquistar mercados que perdeu para fornecedores que praticam preços baixos.

Monferino manifestou satisfação com os negócios da marca no Brasil e destacou que a Iveco dobrou a participação nos últimos três anos, para próximo de 9%, e tem encontrado certa facilidade para expandir a rede graças à renovação completa da linha de produtos. “Queremos dobrar novamente” – disse. Mas ele sabe que a disputa pelo mercado brasileiro vai crescer com a chegada de novos players, como a Paccar e NC², além dos chineses.

O próximo passo da Iveco no Brasil é o lançamento do Vertis, um caminhão que nasceu na China. O projeto desenvolvido em Sete Lagoas, MG, deveria ter adotado a plataforma original, mas houve uma série de modificações que levaram a uma localização superior a 80% dos fornecimentos.

Em 2009 a Iveco faturou € 8 bilhões, dos quais € 1,2 bilhão na América Latina, onde o Brasil representa 65% dos negócios. Com a mudança da legislação brasileira de emissões e a adoção do Euro 5, os caminhões exportados para a Argentina seguirão o padrão Euro 5 e outros países da América Latina receberão Euro 3.



Tags: Paolo Monferino, Marco Mazzu, Iveco, Paccar, Daimler, IAA, Fiat Group, NC2, Vertis.

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