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Mercado e Negócios | 30/08/2010 | 00h00

Setor automotivo brasileiro: falta competitividade

País precisa investir em pesquisa e inovação.

Giovanna Riato, Automotive Business

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Giovanna Riato, AB

Em palestra durante o simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, realizado pela SAE Brasil nesta segunda-feira, 30, o diretor da Roland Berger, Stephan Keese, alertou que o setor automotivo do País precisa garantir competitividade para continuar em ascensão.

Apesar de ser o quinto maior mercado de veículos, o País figura na 28ª posição do ranking mundial de capacidade de inovação. Na área de investimento em tecnologia, a região fica com a 29º colocação. O investimento em pesquisa e desenvolvimento da indústria automotiva local também está abaixo do nível global.

Para Keese, os cenários são claros. O País pode manter o mesmo ritmo atual e chegar a 2020 com producão de 4,8 milhões de unidades ao ano ou ganhar competitividade para avançar até 5,9 milhões de unidades no mesmo período.

Fôlego para o mercado interno, que tem consumidores cada vez mais exigentes, não falta. Em 2006 a média de preço dos carros comprados no País era R$ 29,2 mil. Em 2009 o investimento dos consumidores saltou para R$ 37,5 mil, em média. "Os brasileiros buscam mais segurança, conforto, eficiência e redução nas emissões", aponta. Neste cenário, é o momento certo para os playes do setor investirem em desenvolvimento.

Enquanto muitos profissionais do segmento não projetam o avanço dos veículos elétricos tão cedo no Brasil, Keese acredita que este tipo de propulsão é a solução adequada para muitos consumidores da região. "O etanol certamente é uma resposta para o País, mas não a única. Os elétricos apresentam uma vantagem interessante para o mercado local. Estes modelos virão com força quer o Brasil participe do desenvolvimento deles ou não", aposta.

Keese aponta que São Paulo é um terreno fértil para o avanço dos elétricos. A maioria dos automóveis da região percorre cerca de 15 quilômetros na cidade por dia e poderia utilizar tranquilamente a tecnologia. Já em cidades e operações que exigem percursos mais longos seria interessante utilizar um modelo híbrido, com maior autonomia.

Para chegar a uma indústria mais competitiva Keese sugere uma parceria mais forte entre governo, entidades, fornecedores e montadoras. O objetivo é chegar a custos mais competitivos, ampliar a automação e investir em pesquisa, o que estimularia também o crescimento do número de engenheiros na região, já que o setor enfrenta falta de mão de obra.

O executivo explica que outros países com problemas de competitividade buscaram soluções específicas. A Alemanha, por exemplo, enfrentava problemas por conta do alto custo dos profissionais e da economia desacelerada. A solução foi investir em inovação tecnológica e focar a produção em produtos premium e exportação.



Tags: mercado, competitividade, tecnologia, inovação, Roland Berger.

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