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| 08/07/2010 | 00h00

Motos: novos players desistem de fábricas

Abraciclo aposta em mercado de 8 milhões/ano em 2020.

Giovanna Riato, Automotive Business

Giovanna Riato, Automotive Business

Mesmo combalido pela crise financeira, o setor de motos olha com ânimo o panorama para o mercado brasileiro nos próximos anos. A Abraciclo, associação que representa os fabricantes de duas rodas, aposta alto e projeta que em 2020 o país pode saltar do patamar de 1,8 milhão de motos vendidas este ano para nada menos de oito milhões de unidades.

O presidente da entidade, Jaime Teruo Matsui, aponta que há uma moto para cara 14 habitantes no Brasil. “Na Ásia, em países com situação econômica e geográfica semelhante, a média é de quatro habitantes por motocicleta”, revela. O executivo enumera o preço acessível, baixo consumo e a agilidade urbana como pontos capazes de alavancar as vendas do setor.

Novos players

O vigoroso mercado nacional destacado pela Abraciclo não foi suficiente para trazer ao país os diversos players que manifestaram interesse em estabelecer plantas na zona franca de Manaus.

Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da entidade, aponta que há 11 montadoras instaladas na região e outras nove com projetos aprovados para estabelecer suas estruturas, grande parte delas asiáticas. Apesar disso, não há indícios de que estes novos players se estabeleçam por aqui.

Depois de aprovados, os projetos têm até dois anos para iniciarem as obras. Até agora, não houve movimentação de nenhuma das companhias. “As empresas manifestaram interesse no mercado nacional durante o pico de vendas do mercado. Após a crise financeira a sensação é que elas desistiram”, aposta.

Foto: Honda/divulgação.

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