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| 05/06/2010 | 00h00

Venda da Equipav para indianos pode não sair

Negociações voltaram para a estaca zero.

Eduardo Magossi e Gustavo Porto, Agência Estado

O presidente do grupo indiano Shree Renuka Sugars, Narendra Murkumbi, voltou para a Índia sem fechar a aquisição de 51% das duas usinas do grupo Equipav - uma das maiores fabricantes de açúcar e álcool do Brasil, com capacidade de processamento de 10,5 milhões de toneladas de cana.

Os indianos haviam anunciado em fevereiro a compra das usinas, por cerca de R$ 600 milhões, mas o negócio acabou não dando certo e as duas partes voltaram à mesa de negociações. Segundo fontes próximas à negociação, embora vários pontos do novo acordo tenham avançado, um dos três sócios da Equipav decidiu, no último segundo, não assinar a venda. Irritado, Murkumbi teria voltado para a Índia desapontado com o comportamento dos vendedores (famílias Toledo, Vetorazzo e Tarallo) dando indícios de que as conversas entre as duas empresas voltaram para a estaca zero.

Fontes de bancos envolvidos na operação também afirmam que os vendedores seriam os principais causadores de tensão nas negociações. Segundo uma dessas fontes, os sócios da Equipav não vêm se entendendo, o que tem criado obstáculos e muito estresse nas negociações.

As dívidas da Equipav se aproximam de R$ 1 bilhão. No momento do acordo, em fevereiro, a Shree Renuka adiantou cerca de R$ 50 milhões por meio de contrato de venda antecipada de açúcar feito pela Equipav. Esses recursos deveriam ser utilizados para a Equipav quitar parte de suas dívidas, principalmente com os fornecedores de cana. A dívida com os fornecedores de cana - que soma R$ 84 milhões - foi renegociada e dividida em parcelas, mas apenas os primeiros pagamentos foram feitos.

Um executivo da Equipav admitiu que a Shree Renuka ganhou concorrentes do setor sucroalcooleiro, que entraram na briga pela Equipav. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Eduardo Magossi e Gustavo Porto, Agência Estado.

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