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| 11/11/2008 | 00h00

E85 pode ser alternativa para o flex brasileiro?

Seria o sistema E85 empregado nos Estados Unidos (15% de gasolina e 85% de álcool) uma boa solução para o combustível brasileiro?

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Seria o sistema E85 empregado nos Estados Unidos (15% de gasolina e 85% de álcool) uma boa solução para o combustível brasileiro? No entender de diversos especialistas em combustíveis, presentes ao simpósio Propulsão Veicular e Matriz Energética, promovido pela SAE Brasil ontem em São Paulo, a resposta é afirmativa e chegou a causar certa surpresa entre os participantes. Carlos Bonote, gerente de engenharia da Renault do Brasil, Henrique Pereira, gerente de engenharia na GM Powertrain, e Luis Carlos Monteiro Sales, da área de experimentação de motores na FPT Powertrain Technologies, avaliam que essa é uma boa alternativa a ser considerada. Para eles, uma solução do gênero colocaria o Brasil em linha com a tecnologia norte-americana e poderia haver benefícios ainda maiores, com uma padronização internacional. Os três alegam que o Brasil vem encontrando dificuldade para exportar o sistema flex brasileiro, que permite misturar álcool e gasolina em qualquer proporção. Pereira justifica também que o E85, combustível que seria distribuído já com 15% de gasolina adicionados ao álcool, facilitaria a partida a frio, dispensando o atual reservatório de gasolina (tanquinho). Ele diz ainda que a GM ainda não tem o sistema de partida a frio totalmente pronto: “Há questões técnicas a serem resolvidas” – explica. Assim, ao contrário do que se esperava, o tanquinho não deverá desaparecer dos veículos novos logo no início de 2009. Jerônimo Cruz, diretor da divisão Tecnologias Ambientais da Basf e Gábor Deák, presidente da Delphi, também manifestaram apoio à idéia de avaliar o E85 brasileiro. Embora admita que uma fórmula como o E85 traria bastante vantagem no gerenciamento do sistema de injeção, Ricardo Abreu, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da Mahle, acredita que a injeção direta pode resolver o problema da partida a frio, facilitando a exportação do flex brasileiro atual, sem tanquinho (Paulo Braga, Automotive Business).

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