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Trabalhadores da Renault seguem em greve no Paraná
Assembleia na segunda-feira decidiu pela continuação da greve na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR)

Trabalho | 27/07/2020 | 19h10

Trabalhadores da Renault seguem em greve no Paraná

Assembleia decidiu continuar paralisação até direção da empresa revogar 747 demissões e voltar a negociar

PEDRO KUTNEY, AB

Reunidos em assembleia convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) no começo da tarde de segunda-feira, 27, os trabalhadores da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) decidiram pela continuação da greve na unidade que já dura uma semana, deflagrada na terça-feira, 21, após a empresa anunciar o fechamento do terceiro turno e a demissão de 747 empregados, alegando que precisa reduzir o quadro de funcionários da unidade diante da drástica redução da produção e da demanda desde a instalação da pandemia de coronavírus no País.

O sindicato defende a continuação da greve até que a Renault revogue as demissões e volte a negociar um acordo coletivo, que foi apresentado pela empresa na semana anterior ao anúncio dos cortes, incluindo a proposta de adoção de um programa de demissões voluntárias (PDV), mas rejeitado pelos funcionários. “Enquanto a empresa não rever as 747 demissões não teremos condições de avançar na pauta proposta para [aumentar] a competividade da planta. Queremos diálogo com a manutenção dos empregos, sem a imposição de cortes. Os outros pontos podemos negociar”¸ afirmou Sergio Butka, presidente do SMC.

“Existem os instrumentos da Lei 14.020 que podemos usar para manter os empregados”, acrescentou o sindicalista, em alusão às medidas de flexibilização baixadas pelo governo desde o início da pandemia, em abril, como redução de jornada e salários ou afastamento temporário (layoff), com parte dos salários pagos com fundos do seguro desemprego.

Ficou acertado que os empregados vão se manter mobilizados na rotatória próxima à entrada principal do Complexo Ayrton Senna, com a realização todos os dias às 14h de assembleias explicativas ou deliberativas, caso a empresa apresente uma nova proposta a ser discutida. Enquanto não houver avanço nas negociações a greve continuará por tempo indeterminado, informou o sindicato.

Butka também segue buscando apoio de políticos no Estado para que seja aplicada a Lei Estadual 15.426, aprovada em 2007 e de autoria do atual governador Carlos Roberto Massa Júnior, o Ratinho Jr., que proíbe a dispensa de trabalhadores por empresas que se beneficiam de incentivos fiscais do Paraná. O presidente do SMC teve reunião com o governador para pedir seu apoio, mas não informou se foi bem-sucedido.

“Não é só o sindicato, outras entidades também estão cobrando a aplicação da legislação. Existem mais de 50 empresas que recebem esse incentivo (diferimento de ICMS), são mais de R$12 bilhões por ano e isso faz diferença. O governo e a população estão ajudando essa empresa a se fortalecer no Estado. E nós queremos como contrapartida a manutenção dos empregos na Renault”, afirmou Butka.

A Renault nega que esteja descumprindo a legislação estadual, alega que existe na própria lei uma cláusula que autoriza as demissões feitas agora por “motivação financeira obstativa da continuidade da atividade econômica, o que se aplica ao momento em função da pandemia de Covid-19”, informou a montadora em nota na semana passada.



Tags: Renault, trabalho, demissões, greve, PDV, corte, Paraná, São José dos Pinhais, Complexo Ayrton Sena, pandemia, coronavírus, Covid-19, Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, SMC.

Comentários

  • Anderson

    Ese a montadora decidir ir em bora ?e os outros empregados estao garantidos ?pense nisso

  • Sandra

    Nãoé hora de reivindicar como nos anos 90. A montadora tem carro em estoque, passa por crise financeira e não vai voltar atrás. Inclusive, chegou a hora de não voltar atrás. Os empregados não tem contrato vitalício. Não é estatal. Essa jogada de greve, já era. Olha a Fiat... há anos não faz jogada com sindicato. São situações além da bondade ou maldade da empresa.

  • MarliCruz Santos

    Realmentese a montadora decide ir embora , oi fornecedores Renault serão atingidos. O sindicato deve pensar nisso!!!

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