Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias
Exportação de autopeças volta ao normal em 2021

Balanço | 09/07/2020 | 18h35

Exportação de autopeças volta ao normal em 2021

Estimativa é do Sindipeças, que conta com real desvalorizado e recuperação de parceiros como a Argentina

MÁRIO CURCIO, AB



A exportação de autopeças deve voltar aos níveis registrados antes da quarentena já no primeiro trimestre de 2021, isso considerando a cotação do dólar mantida por volta de R$ 5 e também contando com a rápida normalização das condições econômicas em parceiros como Argentina, Estados Unidos e México. A estimativa é do Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor.



- Faça aqui o download dos dados do Sindipeças
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência



A exportação de autopeças em maio somou US$ 239,7 milhões, resultando em queda de 18,4% na comparação com abril, que já havia sido o pior mês em cerca de 20 anos como reflexo das dificuldades logísticas, alfandegárias e econômicas provocadas pela pandemia de Covid-19. No acumulado dos cinco meses as exportações de autopeças já recuaram 33% ao somar US$ 2,1 bilhões.

A importação de autopeças também despencou pelas dificuldades inerentes à pandemia. Em maio o País comprou US$ 567,3 milhões em itens, valor semelhante ao de abril, mas 44,8% mais baixo que o de maio de 2019. No acumulado dos cinco meses o Brasil importou US$ 3,6 bilhões de autopeças, número 25,4% menor pela comparação interanual.

Com os resultados, o déficit na balança comercial de autopeças nestes cinco meses somou US$ 1,5 bilhão, valor 10,7% menor que o anotado em iguais meses do ano passado.

VENDAS À ARGENTINA CAEM PELA METADE EM 2 ANOS


A Argentina permanece como principal destino das autopeças brasileiras. Nestes cinco meses, contudo, foram enviados ao país vizinho apenas US$ 407,5 milhões em componentes, um total 38,9% mais baixo que em iguais meses de 2019, que já haviam apresentado queda de quase 30% na comparação com 2018. Isso significa que dois anos atrás a Argentina já havia absorvido US$ 950 milhões em autopeças brasileiras, mais que o dobro realizado em 2020.

No caminho oposto, a China permanece como principal fornecedor de componentes automotivos, com US$ 608,8 milhões no acumulado até maio, anotando queda de 14,3% na comparação com iguais meses do ano passado. Ainda assim, o país asiático responde sozinho por 16,9% de todas as autopeças compradas do exterior.

A Alemanha é o segundo maior fornecedor e entre janeiro e maio enviou ao Brasil US$ 397,1 milhões em itens. A queda em relação a iguais meses de 2019 é de 34,5%, refletindo a maior dificuldade nas transações com a Europa durante a quarentena. Vale dizer também que dos 20 principais fornecedores de autopeças ao Brasil, somente Dinamarca e Áustria (pouco representativos em valores) anotaram crescimento em suas vendas nestes cinco meses.



Tags: Autopeças, Sindipeças, balança comercial, exportação, importação, dificuldades logísticas, quarentena, pandemia, Covid-19.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência