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Emplacamentos diários atingem picos de 7 mil unidades em junho
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, diz que o momento é de entender o consumidor (foto: Mário Curcio)

Mercado | 22/06/2020 | 20h16

Emplacamentos diários atingem picos de 7 mil unidades em junho

Números ainda estão distantes do "velho normal", mas já indicam retomada nas vendas

MÁRIO CURCIO, AB



Os emplacamentos cresceram em junho e atingiram picos diários de 7 mil unidades licenciadas. A informação foi divulgada pelo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, durante live realizada com a participação de executivos do Google, da consultoria KPMG e do site Webmotors, especializado em comércio de veículos.

“Ainda temos dúvida sobre a representatividade desses licenciamentos pelo represamento de emplacamentos ocorrido em abril e maio; junho também teve promoções feitas por montadoras”, recorda o presidente da Anfavea.



O represamento a que ele se refere é o de carros zero-quilômetro adquiridos em meses anteriores e que só em junho puderam ser licenciados com a reabertura de Detrans.

Como comparação, a média diária de emplacamentos em janeiro foi de 8,4 mil automóveis e comerciais leves, cresceu para 10,7 mil em fevereiro e recuou para 7,1 mil em março, cuja segunda quinzena foi bastante comprometida pelas primeiras medidas de afastamento social.

Segundo o CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, a audiência do site chegou a cair 20% em abril, para 800 mil visitantes diários, mas voltou aos poucos nesse meio-tempo.

“Já recuperamos os acessos normais, estamos em 1 milhão de visitas diárias, como antes da quarentena”, garante Jurcevic. “O envio de propostas chegou a cair 40% em abril e agora apresenta pequena queda de 4% para lojas e concessionárias. Mas continuam baixas as propostas entre pessoas físicas por causa do receio de contágio”, diz o CEO da Webmotors.

Para Moraes, da Anfavea, o momento é de estudar o terreno: “Estamos na fase de entender o consumidor, seus interesses e ‘seu bolso’. Há outras questões como as taxas de juros, que podem subir pelo provável aumento da inadimplência. Também há uma pressão sobre os preços (dos veículos zero-quilômetro) por causa do alta do dólar e consequente aumento de componentes utilizados na produção”, afirma o presidente da Anfavea.

No debate, uma das questões levantadas foi a possível mudança no perfil de consumo, que poderia eventualmente se concentrar em veículos de entrada. Na crise econômica recente que derrubou vendas entre 2014 e 2016, o que ocorreu foi o oposto, com a demanda recaindo em modelos mais completos. “Os carros se sofisticaram nesse período, elevando bastante o valor médio. Não sei se existe oportunidade para carros mais simples, mas há espaço para a indústria lançar o serviço de veículos por assinatura. Oitenta por cento dos consumidores demonstram interesse em baixar o valor de entrada e reduzir o custo de propriedade do veículo”, afirma o líder da consultoria KPMG para a indústria automobilística, Ricardo Bacellar.

NOVOS MOTIVOS PARA COMPRA


Levantamentos feitos pelo Google durante a quarentena identificaram três novos perfis de consumo, segundo Gustavo Pena, líder da divisão de indústria e mobilidade da companhia. Eles também decorrem do maior tempo livre para buscas na internet.

“O primeiro é aquele que decidiu comprar o carro que sempre sonhou, como se estivesse presenteando a si mesmo diante desse momento difícil. O outro perfil é formado por pessoas que mudaram de cidade e esse êxodo para o interior criou a necessidade de um veículo. Por fim há aqueles com medo do contágio pelo coronavírus no transporte público”, diz Gustavo Pena.

Jurcevic, da Webmotors, recorda que a fuga do transporte coletivo também abre oportunidade para a venda de motos, que têm custo inicial mais baixo e menor consumo de combustível.

Assista abaixo à Conexão Anfavea:




Tags: Anfavea, Luiz Carlos Moraes, KPMG, Ricardo Bacellar, Google, Gustavo Pena, Webmotors, Eduardo Jurcevic, Covid-19, pandemia, quarentena, coronavírus, automóveis, comerciais leves, veículos, motos, transporte coletivo.

Comentários

  • Marcosda silva

    Nãodar para entender, salário reduzido, desemprego e corona, como pode vender tanto carro com os preço super caros. Só no Brasil para acontecer isso. Montadoras rindo a toa, aumenta os preços das carroças e o consumidor bobo vai e compra. Consumidor poderia virar o jogo nesse momento não comprar para força baixar o preço, mas não, vai que nem desesperado para compra uma carroça super cara.

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