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Argentina volta a restringir a importação de veículos e peças
Fábrica da FCA Fiat Chrysler em Córdoba, na Argentina

Indústria | 05/06/2020 | 17h56

Argentina volta a restringir a importação de veículos e peças

Medida que determina a autorização prévia da entrada de produtos importados preocupa Anfavea

SUELI REIS, AB



A Argentina voltou a restringir a importação de veículos e autopeças a partir de uma medida que determina a autorização prévia da entrada de produtos importados por causa do problema de falta de reservas cambiais. Há informações de que com isso pelo menos 10 mil veículos estão parados em portos do país vizinho à espera da autorização para desembarque, sendo que a maioria deles é fabricada no Brasil.



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A Anfavea, associação das montadoras no Brasil, não confirma este número de veículos parados na fronteira argentina, uma vez que a entidade não contabiliza essa transação. No entanto, a entidade se mostra preocupada, uma vez que as vendas para o mercado vizinho já vinham em forte queda em razão da crise econômica local e agora agravada por causa da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

Pelo lado argentino, os membros da Adefa, associação das montadoras instaladas na Argentina, temem que a medida gere a falta de componentes para a produção local, boa parte também adquirida no Brasil.

“Era previsível isso acontecer, o problema de falta de reservas cambiais da Argentina não é um fato novo, mas ficou pior agora. A exigência de autorização prévia de importação de veículos e peças já foi adotada no passado e conseguimos contornar. Claro que é um problema adicional neste momento, mas isso tende a ser resolvido porque existe muita integração produtiva entre os dois países, se as peças brasileiras não entram lá eles não conseguem produzir e também não exportam para cá. Por isso há interesse do governo e da indústria para resolver essa questão o quanto antes. Estamos em contato com a Adefa para negociar alguma saída”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.



A Argentina já foi, até um passado bem recente, responsável por 70% dos veículos exportados pelo Brasil, mas atualmente essa participação está na casa dos 50%.

Neste ano, as exportações de veículos do Brasil entre janeiro e maio tiveram queda de 45% na comparação com mesmo período do ano passado. Em maio, com apenas 3,9 mil unidades embarcadas, foi o pior resultado para o mês desde 1978 (leia aqui).

Pela Argentina, o país vizinho também voltou a produzir em maio, assim como o Brasil, após dois meses de paralisação por causa da pandemia. Lá, a produção entregou apenas 4,8 mil veículos em maio, uma retração de 84% sobre igual mês do ano anterior. As exportações do setor somaram 46,3 mil veículos no acumulado de cinco meses, dos quais 66,5% foram destinados ao Brasil (leia aqui).



Tags: Exportações, importação, veículos, autopeças, Anfavea, indústria, Argentina, Luiz Carlos Moraes, restrição, fronteira, Adefa.

Comentários

  • JOSÉCARLOS ZINGRA

    Lamentávela posição do governo argentino. Esperamos que a Argentina não se torne uma Venezuela.

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