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Demissão é a maior ameaça da pandemia, diz a indústria automotiva

COVID-19 | 12/05/2020 | 20h17

Demissão é a maior ameaça da pandemia, diz a indústria automotiva

Termômetro do Setor, pesquisa exclusiva de AB em parceria com a Roland Berger realizada com 522 profissionais, mostra que empresas podem quebrar em apenas 2 meses

GIOVANNA RIATO, AB

A pandemia de Covid-19 parou fábricas, interrompeu projetos e congelou a demanda por veículos no Brasil e no mundo. Neste contexto, precisar demitir colaboradores é a principal preocupação para 55,9% dos profissionais da indústria. A conclusão é do Termômetro do Setor Automotivo, pesquisa mensal desenhada por Automotive Business em parceria com a Roland Berger para sentir o fôlego das empresas do segmento para atravessar o atual momento.



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A primeira edição do levantamento, feita no início de abril com 522 profissionais da indústria, mostra que, depois da necessidade de dispensar funcionários, as principais fontes de ansiedade são gerenciar a pressão por resultados e o congelamento de projetos relevantes. Já 39,7% apontam que o principal temor está na possibilidade de serem demitidos.

MAIORIA DAS EMPRESAS NÃO SUPORTA QUARENTENA POR MAIS DE 2 MESES


O termômetro concluiu que o fôlego da cadeia automotiva é curto: 41,2% dos respondentes dizem que as organizações em que trabalham suportam a quarentena por menos de dois meses antes de precisar tomar decisões drásticas, como demissões em massa, venda de operações ou recuperação judicial.

Com isso, grande parte destas companhias já está, neste momento, atravessando um período de cortes profundos.

“É muito preocupante pensar que grande parte das empresas não tem robustez financeira para suportar 2 meses em uma crise que, segundo as próprias expectativas do setor, deve ter efeito duradouro”, avalia Marcus Ayres, sócio da Roland Berger.

A fala do especialista está relacionada com outra informação aputada pelo Termômetro do Setor Automotivo: 56,3% dos respondentes apontam que as empresas que superarem a pandemia, precisarão de mais de um ano para equalizar os efeitos negativos deixados por ela.

Acompanhe nos próximos dias mais resultados do Termômetro do Setor Automotivo. Uma nova medição será divulgada em junho, com base em resultados de maio.





Tags: Termômetro do Setor Automotivo, pandemia, Covid-19, crise, indústria, demissão.

Comentários

  • ArnaldoPifani

    Nestemomento para não termos uma nova crise pelo desemprego, o correto não seria as montadoras abaixarem os preços dos automóveis, pois assim, haverá um aumento na procura de carros zero km, impulsionando as empresas não demissão e sim a contratações... Hoje o que estou vendo em alguns sites e que montadoras estão realiando os preços de vendas para cima, ou seja, estão indo na contra-mão da economia, será que o meu pensamento esta correto...

  • alexandrehenrique andreolli

    Existealguma posição de montadora principalmente de importados em parar a operação no Brasil? Sabemos que a Land Rover Jaguar já estava em dificuldades e a Inglaterra esta sofrendo muito com a pandemia.

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