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Marcopolo quer baixar peso de seus ônibus com uso de grafeno
Estudos preveem utilização do grafeno em peças estruturais e até na pintura como forma de reduzir camadas

Engenharia | 04/05/2020 | 19h50

Marcopolo quer baixar peso de seus ônibus com uso de grafeno

Fabricante pretende iniciar testes com o material até o fim do ano

REDAÇÃO AB



A Marcopolo pretende iniciar ainda em 2020 uma série de testes com a aplicação de grafeno em componentes de ônibus. O material tem entre as principais vantagens a leveza e a resistência. Com ele a fabricante de carrocerias quer baixar o peso total dos veículos.

A diminuição de peso também é desejável para a redução de consumo e ajuda a estender a autonomia de veículos 100% elétricos ou híbridos.

De acordo com Luciano Resner, diretor de engenharia da Marcopolo, o programa está em fase de estudos. O plano é concluir o desenvolvimento e iniciar os testes ainda em 2020.

"Firmamos no ano passado uma parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para o desenvolvimento do material e produção local em escala industrial”, recorda o executivo.



Segundo Resner, os estudos de caracterização (uma das principais etapas) permitirão determinar a quantidade ideal de grafeno na composição de cada subsistema.

As avaliações incluem ensaios químicos, térmicos e mecânicos, além de testes acelerados de durabilidade em dispositivos que reproduzem as condições reais de utilização e garantem a confiabilidade do produto.

Ainda de acordo com Resner, a Marcopolo vem realizando estudos e pesquisas com o grafeno também associado ao aço e a diferentes polímeros que poderão resultar em grande vantagem na diminuição de massa.

"Nossos trabalhos mostram que a liga com grafeno e aço proporciona redução de peso e melhoria das características mecânicas. Estamos desenvolvendo sua aplicação na pintura, com a adição do grafeno em tintas para reduzir camadas, diminuindo custos e melhorando as características contra a corrosão", destaca o executivo.

Entre os desenvolvimentos mais avançados, a Marcopolo está trabalhando também em peças poliméricas, avaliando a substituição de componentes metálicos por polímeros com a adição do grafeno.

Materiais de acabamento e peças estruturais dos porta-pacotes, dos descansos para pernas e das poltronas poderão ser beneficiados com a tecnologia. "Deveremos iniciar testes no campo de provas no segundo semestre deste ano, para apresentar novidades ao mercado em 2021", conclui Resner.

A Marcopolo recorda que o grafeno é 200 vezes mais resistente que o aço, superando até o diamante. Também é um material maleável, resistente ao impacto e excelente na condução de calor e eletricidade.

Foi isolado pela primeira vez em 2004 na Inglaterra, em pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física em 2010. Em outubro de 2018 a Ford revelou que usaria o grafeno em peças do Mustang e da picape F-150.



Tags: Marcopolo, grafeno, carrocerias, ônibus, Luciano Resner, redução de consumo, elétricos, híbridos, UCS, Ford, Mustang, F-150.

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