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Grupo Traton anota receita 11% menor no primeiro trimestre

Balanço | 04/05/2020 | 19h24

Grupo Traton anota receita 11% menor no primeiro trimestre

Vendas globais de MAN, Scania e VWCO recuam 20%; já esperam por novo declínio no trimestre atual

REDAÇÃO AB

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus está infectando os balanços das companhias, caso do Grupo Traton, que registrou queda nas vendas globais de suas três marcas de caminhões e ônibus MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), e como consequência reduziu as receitas no primeiro trimestre.


De janeiro a março, as vendas totais do grupo recuaram 20%, para 46 mil contra as 57,2 mil unidades de mesmo período do ano passado. Com isso, gerou receita 11% menor na mesma base de comparação, passando de € 6,4 bilhões para € 5,7 bilhões. O lucro operacional diminui cerca de dois terços, de € 490 milhões para € 161 milhões.

“Os efeitos da pandemia de coronavírus estão afetando fortemente a economia como um todo, e isso também vale para o Grupo Traton. O que a Europa precisa agora é de incentivos ao investimento para a modernização das frotas de caminhões com tecnologias mais sustentáveis, como forma de superar a crise neste setor crítico para o sistema”, disse o CEO da Traton e membro do conselho administrativo na Volkswagen AG, Andreas Renschler.



Segundo a companhia, os pedidos sofreram redução de 16%, para 54,2 mil unidades. A proporção pedido e faturamento (vendas unitárias divididas por pedidos recebidos) foi de 1,18 em comparação com 1,13 registrado nos três primeiros meses de 2019.

Por segmento, os pedidos de caminhões caíram 21% para 42 mil, declínio mais acentuado do que nos pedidos de ônibus, que registrou redução de 4% para apenas 4 mil veículos.

Já por região, a queda nas vendas das três marcas foi mais acentuada na Europa, onde o volume caiu 30%, enquanto a América do Sul conseguiu registrar um aumento de 4% nas vendas unitárias devido a um melhor desempenho no Brasil.

A crescente expansão do novo coronavírus no primeiro trimestre representou um ônus adicional nas vendas unitárias, resultando no fechamento da rede global de fábricas em meados de março. Desde a última semana de abril, as empresas do Grupo Traton estão gradualmente reiniciando as operações, inclusive no Brasil.

“Os efeitos da pandemia de coronavírus nos obrigaram a reconsiderar nossas prioridades de investimento e projetos de pesquisa e desenvolvimento. Há um foco claro em proteger a liquidez aqui. E estamos nos preparando para um declínio substancial na receita de vendas e no lucro operacional no segundo trimestre. Todos os principais indicadores serão impactados negativamente”, disse o CFO do Grupo Traton, Christian Schulz.

Como já havia sinalizado em meados de março, o Grupo Traton indica que atualmente “é impossível estimar quando uma nova previsão para o ano fiscal atual será possível”. Para a empresa, o efeito da pandemia na demanda dos clientes, na cadeia de suprimentos e na produção ainda não pode ser avaliado com confiabilidade neste momento. No entanto, admite que as vendas devem cair substancialmente no trimestre atual, que terá um impacto negativo em todos os principais indicadores de desempenho.

“Se um programa de modernização de frota puder ser iniciado rapidamente em toda a Europa, será possível substituir caminhões com peso superior a 6 toneladas nas estradas europeias [agora com idade média de 12 anos] por modelos mais econômicos. Isso não apenas criaria empregos nas indústrias de expedição e de veículos comerciais, mas também ajudaria a União Europeia a cumprir suas metas ambientais”, disse Renschler, CEO da Traton.





Tags: Grupo Traton, receita, vendas, balanço, crise, coronavírus, pandemia, MAN, Scania, VWCO, Volkswagen Caminhões e Ônibus.

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