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Veja quando as fábricas de veículos voltam a trabalhar (até 08/06)

COVID-19 | 24/04/2020 | 22h07

Veja quando as fábricas de veículos voltam a trabalhar (até 08/06)

Montadoras começam a retomar as operações industriais de forma gradativa

SUELI REIS, AB

(Este texto foi atualizado em 08/06/04 às 17h36 com informações adicionais de Nissan)

A indústria automotiva parou e após um mês desde o início da quarentena imposta em diversos estados e municípios brasileiros para conter a disseminação da pandemia do novo coronavírus, o setor se prepara para voltar a operar. Diversas lideranças do setor, inclusive os convidados que têm participado das Lives #ABX20 de Automotive Business contam que este não é um retorno como outro qualquer na história do setor e que há muito a ser feito e planejado diante das novas condições.




As fábricas se planejam para adotar medidas de prevenção a fim de preservar a saúde dos funcionários, o mesmo para os escritórios e outras áreas administrativas. Por outro lado, também recomeçam as atividades industriais em ritmo ainda lento, como forma de readequar os processos produtivos com novas ações de distanciamento, novas rotinas e roteiros pré-determinados.

Esse novo nível reduzido das atividades também reflete o volume de peças que ainda há nos estoques das linhas. A nova cadência da indústria também será ditada pela resposta que a cadeia de fornecedores será capaz de dar à essa retomada e pela demanda do mercado, que está em seu nível mais baixo desde que a indústria se instalou no País.

Após o primeiro resumo com as informações do setor sobre paralisações, neste novo compilado a equipe de Automotive Business pretende atualizar, sempre que necessário, as informações referentes às empresas que estão voltando ao novo normal de suas operações e de que forma elas vão fazer isso.

Veja abaixo como cada montadora se prepara para reiniciar sua produção no Brasil:

AGCO: retornou a produção em 14 de abril após dez dias de paralisação da produção nas fábricas da Região Sul e em Mogi das Cruzes (SP). O centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP) não parou de funcionar.

AGRALE: retomou em 13 de abril após interromper as operações em 1º de abril nas três fábricas em Caxias do Sul (RS), onde as atividades vinham sendo reduzidas desde 23 de março.

BMW: a fábrica de automóveis em Araquari (SC) reiniciou suas operações em 4 de maio: a unidade estava paralisada desde 30 de março por meio de férias coletivas. Já a fábrica de motocicletas em Manaus (AM), que também parou no fim de março, a BMW Motorrad voltou a operar em 18 de maio: sua produção estava interrompida desde 30 de março (atualizado em 18/05 às 20h50).

BOSCH: (incluído em 28/04 às 19h25) algumas das 14 unidades que a companhia mantém Brasil planejam retomar suas atividades de forma gradativa em 4 de maio. Na fábrica de Campinas (SP) os trabalhadores aprovaram a redução de jornada e salários.

CAOA CHERY/HYUNDAI: (Atualizado em 29/05 às 20h48) a fábrica de Jacareí (SP) retoma a produção de veículos em 1º de junho após dois meses de paralisação por causa da pandemia. Os funcionários estavam afastados por meio de meio de layoff (suspensão dos contratos de trabalho). Já a unidade de Anápolis (GO), que também parou em 23 de março, segue com a produção interrompida por tempo indeterminado.

CNH INDUSTRIAL: o grupo que integra as empresas Case, New Holland, Iveco e FPT retomou as operações aos poucos desde a semana de 13 de abril nas fábricas de máquinas agrícolas e de construção e na semana de 22 de abril para as plantas de caminhões, ônibus e motores. As unidades de Contagem (MG), Curitiba (PR), Piracicaba e Sorocaba (SP), além de Sete Lagoas (MG) e Córdoba, na Argentina, estavam paradas desde 27 de março.

DAF: (inclusão em 4/5 às 19h) a montadora retomou a produção de caminhões em Ponta Grossa (PR) na segunda-feira, 4. A fábrica estava com as atividades suspensas desde o fim de março. A empresa programou o retorno da operação em fases, os funcionários das áreas administrativas voltaram de forma alternada em 27 de abril e a partir do dia 4 o pessoal da linha de montagem, também de forma gradual.

FCA FIAT CHRYSLER: a empresa planeja retomou sua produção de veículos no Brasil em 11 de maio, reabrindo as fábricas de de Betim (MG), Goiana (PE). Na fábrica de motores em Campo Largo (PR), as atividades foram retomadas uma semana antes, em 4 de maio. Todas estavam paralisadas desde 23 de março. O home office para quase todos os trabalhadores de áreaa administrativaa está mantido por tempo indeterminado.

FORD: (atualizado em 12/05 às 16h27) a empresa planeja reabrir as operações de todas as suas fábricas na América do Sul no início de junho. As unidades de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller em Horizonte (CE) paralisaram sua produção em 23 de março. A data exata de reabertura está sendo reavaliada constantemente pela montadora.

GENERAL MOTORS: (atualizado em 18/05 às 16h26) a fábrica paulista de São Caetano do Sul retomou suas operações de forma gradual em 18 de maio, com apenas um turno de trabalho. A unidade, onde está sendo produzido o novo SUV Tracker, estava paralisada desde 23 de março.

HYUNDAI: (atualizado em 26/05 às 18h15) a empresa decidiu estender por mais um mês, até 25 de junho, a suspensão dos contratos de trabalho da maior parte dos funcionários da fábrica de Piracicaba (SP) e escritórios em São Paulo sem redução de salários. A medida vale para os empregados de dois dos três turnos da planta produtiva, que voltou a operar em apenas um turno e com 700 trabalhadores.

HPE MITSUBISHI/SUZUKI: a fábrica de Catalão (GO) está paralisada desde 23 de março por meio de férias coletivas. A medida vale por 60 dias, portanto, até 23 de maio. As equipes de áreas administrativas estão em home office desde 20 de março.

HONDA: a montadora decidiu estender o período de suspensão de suas operações nas duas fábricas no Brasil, em Sumaré e Itirapina (SP) até 25 de junho. As duas unidades estão paralisadas desde 25 de março. A montadora também aderiu a MP 936 e optou por suspender os contratos de trabalho por 60 dias e pela redução mínima dos salários. A Moto Honda confirmou que voltará às atividades em sua fábrica de Manaus (AM) na segunda-feira, 25. A unidade ficou parada quase dois meses, desde 27 de março, quando decidiu pela paralisação. As linhas de montagem serão reativadas gradualmente, no início com ritmo reduzido, para adaptação aos novos protocolos de saúde e segurança (atualizado em 22/05 às 19h20).

JAGUAR LAND ROVER: a única fábrica da empresa na América Latina localizada em Itatiaia (RJ) retomou suas operações em 27 de abril após 30 dias de interrupção. As áreas administrativas continuam em trabalho remoto (home office) desde 16 de março.

MERCEDES-BENZ: (atualizado em 14/05 às 18h30) a empresa retomou as operações de forma gradativa em sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) no dia 11 de maio com redução da capacidade em 50%. A unidade estava parada desde 23 de março. Por causa da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, a fabricante de caminhões e ônibus decidiu congelar os investimentos no Brasil.

NISSAN: (atualizado em 08/06 às 17h22) a montadora confirmou que retoma as operações de suas fábricas da América Latina neste mês: a brasileira em Resende (RJ), que produz March, Versa e Kicks, volta a operar em 22 de junho e a argentina, em Córdoba e que fabrica a picape Frontier, no dia 16.

PSA PEUGEOT CITROËN: (atualizado em 01/06 às 18h46) a montadora decidiu prorrogar por tempo indeterminado a paralisação de sua fábrica e Porto Real (RJ), que está parada desde 23 de março e voltaria a operar em 31 de maio.

PIRELLI: a companhia voltou a produzir pneus na sexta-feira, 22, em mais duas de suas fábricas na América do Sul, localizadas em Feira de Santana (BA), no Brasil, e Merlo, na Argentina, com capacidade reduzida. Com isso, todas as plantas industriais da Pirelli na região já foram reabertas: as unidades de Campinas (SP) e Gravataí (RS) voltaram às atividades em 20 de abril.

RENAULT: (atualizado em 15/05 às 19h25) o complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, retomou as atividades em 4 de maio. As férias coletivas foram decretadas de 23 de março até 3 de maio. Por causa da baixa demanda do mercado, a montadora aprovou junto ao sindicato local reduzir a jornada em até 70% com manutenção dos salários líquidos para os cerca de 5,8 mil funcionários da produção e decidiu antecipar o encerramento dos contratos de 300 trabalhadores temporários.

SCANIA: a fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP) retomou suas operações em 27 de abril de forma gradual. A unidade parou em 30 de março por meio de férias coletivas.

TOYOTA: as fábricas brasileiras em São Bernardo do Campo, Indaiatuba e Porto Feliz, retomarão suas operações em 22 de junho, enquanto a planta de Sorocaba reinicia suas atividades em 24 de junho. Todas as unidades ficam em São Paulo.

VOLKSWAGEN: (atualizado em 22/05 às 19h) a montadora confirmou a reabertura de suas fábricas paulistas a partir da terça-feira, 26. Com a antecipação do feriado estadual de 9 de julho no estado, a empresa adiou o retorno em um dia. Todas as áreas da planta de motores de São Carlos voltarão a operar de forma gradual, em dois turnos, enquanto as unidades de montagem de veículos em São Bernardo do Campo e Taubaté retornam parcialmente, alguns setores seguirão parados até 1º de junho, quando está prevista a retomada completa. Já a planta de São José dos Pinhais (PR) retomou as operações em 18 de maio.

VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS: a fabricante de Resende (RJ) retomou suas atividades operacionais em 27 de abril de forma gradual.

VOLVO: a fábrica de Curitiba (PR) onde são feitos os caminhões, ônibus, motores e caixas de câmbio, retornou as operações industriais no início de maio. As férias coletivas duraram um mês, entre 30 de março e 30 de abril.



Tags: Coronavírus, empresas automotivas, setor automotivo, Covid-19, montadoras, pandemia, indústria automotiva, paralisação, fábricas, retomada.

Comentários

  • Alcemio

    Nãotenho muito a acrescentar, tenho certeza que as montadoras já fizeram de tudo para a proteção dos seus colaboradores , na proteção individual e ao mesmo tempo família, não podemos parar

  • AntônioFernando Conrado

    Asfábricas deveriam estudar a possibilidade de inicialmente fábricar por encomenda, assim poderiam fazer um retorno gradual dos funcionários, conforme a necessidade de produção. com certeza diminuiria o risco de contágio por aproximação e diminuiria um pouco o prejuízo, já que voltariam a produzir sem o risco de encalhe da produção.

  • MAURICIODI GREGORIO

    Acreditoque o tempo que paramos foi bom para ajudar a diminuir a disseminação do vírus no país. E hora de retomar a produção e pensar mais em nacionalização ao invés de depender de importação. Veja a flutuação do dólar. Quando retomar a produção seremos forçados a repensar os custos. Assim reflitam se não seria tem uma indústria local competitiva com impostos baixos e mão de obra eficiente.

  • Silvia

    Devemosvoltar sim,o desemprego seria muito grande . precisamos nos cuidar

  • LucasVital dos Santos

    Acreditoque no momento a prudência é a melhor decisão. Endossando o que Antônio Fernando citou no seu comentário acima ???? "fabricar por encomenda". Levando em consideração o cenário de incerteza dos clientes e de todos nós, onde a humanidade está passando por um momento ímpar, em que nenhum analista político, financeiro ou quaisquer outros, por melhores que sejam, podem prever o cenário econômico dos próximos meses, analisemos o que seria mais prudente: Fabricar por encomenda ou apostar no escuro e correr o risco de encalhar produção? Entendo que estamos num momento "on ljne", onde até que haja uma estabilização do sistema de saúde, as necessidades têm que serem tratadas em tempo real, baseadas nos cenários de cada momento. Justamente, por não termos na história um precedente similar. Não temos histórico de uma pandemia com esse poder de disseminação e destruição de vidas humanas. Sugiro que não deixemos nos levar por otimismo emotivos exarcebado. Tudo bem que somos um país em sua grade maioria cristã, e por consequência a fé (que muitos as vezes confundem com "esperança"), as vezes regem nossas decisões. Por isso, acho que, para minimizar as perdas e não deixá-las que se tornem piores, a minha sugestão é que a palavra de ordem no momento é "prudência.

  • Marcos

    Esteé um polo motriz ,recomendo voltar no sul do país onde a situação está controlado , o bom exemplo dará fôlego e confiança aos demais estados. Muita cautela com cidades com grande número de contaminação.rstamos chegando lá

  • Fernando

    Ovírus chegou antes do carnaval portanto as medidas como lockdown vieram tarde . A disseminação já ocorrera. O vírus veio para ficar e sem vacina todos estarão a sua mercê. Concluo que tudo isso foi inútil.

  • GILBERTOAPARECIDO MARIN XAVIER

    Certezaque isso e uma faze ruim e logo ira passar as montadoras movimento uma enorme parte do PIB nacional então parar seria catastrófico claro visando sempre o bem estar das pessoas e sempre trabalhando com responsabilidade e cuidado e gradativamente ira passar essa faze ruim

  • MARINALVAFONTES

    Devemos retomar o mais breve possível, Isso é fato, o país tem que sair dessa urgente, agora devem cada um de nós, cuidar de sim e do próximo.

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