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Balanço | 23/04/2020 | 15h42

Vendas da Renault caem e receita recua 19% no 1º trimestre

Com a crise, grupo deixará de propor dividendos e desiste de fazer projeções financeiras para 2020

REDAÇÃO AB

O Grupo Renault registrou queda de 26% de suas vendas globais no primeiro trimestre na comparação com mesmo período do ano passado, em um mercado global que recuou 24,6%. Em nota divulgada na quinta-feira, 23, a companhia informa que emplacou 672,9 mil unidades nos primeiros três meses do ano, volume fortemente impactado pela pandemia do coronavírus. Esse resultado também afetou drasticamente as receitas, que diminuíram 19,2%, para € 10,1 bilhões.


O faturamento da divisão automotiva, que não inclui os dados da Avtovaz (marca da Rússia), ficou em € 8,5 bilhões, uma retração de 21%, resultado da queda das vendas. Com o fim do primeiro trimestre, a divisão automotiva registrou uma liquidez de € 10,3 bilhões contra € 15,8 bilhões em 31 de dezembro de 2019.

A contribuição da Avtovaz para o faturamento do grupo ficou em € 701 milhões no trimestre, uma queda de 8,6%, o que leva em conta um efeito positivo do câmbio de € 14 milhões.

A política de alta dos preços, a fim de cobrir as desvalorizações e o encarecimento do custo de produção de veículos, teve um impacto positivo de 2,8 pontos.

O Banco RCI, divisão financeira do grupo, teve um faturamento de € 827 milhões neste trimestre, queda de 2% em comparação com 2019, principalmente em razão de um efeito negativo do câmbio de € 19 milhões associado ao peso argentino e ao real brasileiro.

Pela primeira vez, os serviços de mobilidade foram apresentados de forma separada, com faturamento de € 6 milhões no primeiro trimestre de 2020.

VENDAS REGIONAIS: DESTAQUES


Na Europa, os licenciamentos das marcas do grupo ficaram 36% menores no primeiro trimestre, queda maior que a retração de 26% registrada no mercado local devido a interrupção da maior parte das atividades industriais e comerciais. A marca Renault teve queda de 32,3%, enquanto a Dacia viu suas vendas recuarem 44,5% na região. No segmento de veículos elétricos na Europa, a Renault vendeu quase 23 mil unidades, uma participação de 17,3%, com ajuda do novo Zoe.

No contexto de crise, os modelos lançados no segundo semestre de 2019 permitiram realizar uma boa performance em alguns países, como na Rússia, onde a Renault teve alta de 9,2% nas vendas. Na Índia, houve aumento de 3,5% das vendas do grupo, apesar de o mercado ter apresentado recuo de 22,8%. Na Coreia do Sul, os licenciamentos avançaram 20% em um mercado que teve queda de 6,8%.



SEM PREVISÕES


Em 20 de março, o Grupo Renault já havia informado, por meio de seu Documento de Registro Universal, que suspenderia seu guidance para 2020 em razão da crise mundial provocada pela pandemia da Covid-19, que gerou o fechamento de fábricas e de estabelecimentos comerciais em vários países.

O guidance é um guia financeiro que orienta a empresa de como proceder para alcançar as metas financeiras de um exercício fiscal determinado.

Em nota, o grupo informa que pretende reiniciar as atividades comerciais e de produção nos países onde as condições regulamentares e de segurança permitirem, implementando todas as medidas apropriadas para responder à demanda comercial.

“Até a presente data, ainda é impossível avaliar o impacto que esta crise terá nos resultados do grupo. A Renault comunicará uma novaguidance assim que julgar estar em condições de fazê-lo”, diz a nota.

O conselho de administração da Renault também decidiu, em 9 de abril deste ano, não propor a distribuição de dividendos na assembleia geral do grupo que está agendada para de 19 de junho de 2020.



Tags: Vendas, Renault, receita, faturamento, balanço.

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