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Pandemia derruba vendas para o pior março em 14 anos

Mercado | 01/04/2020 | 14h00

Pandemia derruba vendas para o pior março em 14 anos

Nas duas últimas semanas do mês o volume de emplacamentos caiu a menos de 800 carros em alguns dias

JOEL LEITE, AUTOINFORME | COM PEDRO KUTNEY, AB

A pandemia de coronavírus e as medidas de isolamento social fizeram estrago considerável nas vendas de carros nas últimas duas semanas de março. Embora a quarentena de boa parte da população tenha sido iniciada somente na segunda quinzena, a queda no volume de emplacamentos foi tão avassaladora que fez do mês o pior março dos últimos 14 anos. Foram emplacados apenas 155.771 automóveis e comerciais leves, contra os 148 mil no mesmo mês de 2006. Os dados foram antecipados na quarta-feira, 1º, pelo jornalista Joel Leite, da agência Autoinforme.



Março registrou queda de 19,1% em relação a fevereiro (192.639) e de 21,9% sobre março do ano passado (199.549). O resultado, já bastante ruim, só não foi pior porque a primeira quinzena, não atingida pelo vírus, teve desempenho excepcional, com emplacamento de 10,2 mil carros por dia útil, em média. Uma vez iniciada a quarentena, as vendas despencaram (veja gráfico abaixo). No dia 23, uma segunda-feira, foram vendidos minguados 1.242 carros e no dia seguinte pouco mais de 700.



Após o início da quarentena e fechamento de estabelecimentos comerciais considerados não essenciais na maioria das grandes cidades brasileiras, algumas montadoras e concessionárias iniciaram uma operação de venda delivery, mandando os vendedores à casa do cliente com o carro solicitado. O sistema permite que o cliente faça o test drive e discuta as condições de compra com o vendedor, fechando o negócio na hora. Mas a estratégia não alterou o panorama de profunda retração da economia.

A semana seguiu em ritmo lento, quase parando: foram registrados apenas 763 licenciamentos no dia 25, 1.389 no dia 26 e 1.335 no dia 27. Na última segunda feira, 30, foram vendidos 843 carros e na terça, 31, 1.813. Do dia 24 para cá foram 6.866 unidades no total, com média diária irrisória de menos de mil carros (981 unidades).

O volume de compras de veículos no varejo, nas concessionárias, caiu a quase zero na última semana. Grande parte dos licenciamentos nesse período de quarentena vem de vendas diretas e registros de negociações feitas antes do agravamento da crise.

ANO DE QUEDA EXTREMA



Com as vendas fechadas de março, o total de veículos leves vendidos nos primeiros três meses do ano somou 532,5 mil unidades, número que já representa importante retração de 8,2% sobre o mesmo período de 2019, quando foram registrados 580 mil emplacamentos.

Como a expectativa é de que abril seja um mês ainda pior e maio não muito melhor, o tombo anual do mercado brasileiro deve se aprofundar bastante nos próximos meses. Será difícil recuperar as vendas perdidas no período e para o ano todo a retração prevista é grande, tanto pela baixa demanda como pela dificuldade esperada para aprovar financiamentos. Alguns consultores indicam perda de 15% neste momento, mas o resultado das últimas duas semanas de março apontam cenário muito pior, com tombo que pode chegar a mais de 40% em 2020 comparado a 2019.

RANKING DAS MARCAS INALTERADO



A posição das marcas de automóveis e comerciais leves no ranking não teve mudanças importantes em março. Seguem GM (25.501 unidades) na liderança, seguida por Volkswagen (24.957) e Fiat, com 23.701. Em seguida, Ford em quarto e Hyundai em quinto lugar (veja abaixo o ranking das 30 marcas mais vendidas em março/2020).





Tags: Mercado, vendas, emplacamentos, coronavírus, pandemia, Covid-19, Autoinforme.

Comentários

  • ANTONIO

    Façaassim.....basta as montadoras baixarem os preços dos veículos (que são um absurdo) que vão começar a vender. Com certeza há muita margem para isto, ainda mais agora que o País precisa retomar o crescimento. Com certeza deverá haver algum incentivo do Governo, tal como isenção de IPI. Porém as montadoras também tem que baixar a margem de lucro. Se assim for, sou o primeiro a adquirir o carro que almejo comprar. Mas pagar num veículo 1.6 quase 90 mil reais realmente é para amadores.

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