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PSA apura rentabilidade recorde em 2019, apesar de queda nas vendas

Balanço | 26/02/2020 | 19h24

PSA apura rentabilidade recorde em 2019, apesar de queda nas vendas

Lucro operacional cresce 11%, para € 6,3 bilhões, e margem atinge 8,5% do faturamento

REDAÇÃO AB

Em 2019 o Grupo PSA conseguiu superar a queda global de vendas de 10% com robustos resultados financeiros. Conforme balanço divulgado na quarta-feira, 26, enquanto as entregas de 3,5 milhões de veículos no mundo todo ficaram 400 mil unidades abaixo dos 3,9 milhões de 2018, o faturamento cresceu 1%, para € 74,7 bilhões, e o lucro operacional avançou notáveis 11,2%, para 6,3 bilhões, o que representou rentabilidade recorde de 8,5% sobre as receitas líquidas. O lucro líquido apurado foi de quase € 3,6 bilhões, cifra 8,8% maior que a registrada um ano antes.



Segundo informa a PSA, o bom resultado operacional é devido a cortes de custos e principalmente à mudança no mix de produtos, que introduziu no portfólio da companhia modelos com maior margem de rentabilidade de todas as marcas do grupo (Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall). Os dois movimentos combinados compensaram perdas com taxas de câmbio desfavoráveis (especialmente na América Latina) e aumento de preços de insumos para a produção.

A PSA também começa a colher os frutos de sua estratégia de eletrificação de seus produtos, com a oferta de versões híbridas plug-in e elétricas da maioria de seus modelos. Para atender ao aperto na legislação europeia de emissões de CO2, apenas em 2019 todas as marcas do grupo colocaram à venda o total de 10 veículos eletrificados. Esse processo foi precedido pela preparação industrial da empresa para desenvolver e produzir suas próprias baterias, motores elétricos e componentes relacionados, dominando assim todo o ciclo tecnológico e produtivo de veículos eletrificados, o que traz vantagens em redução de custos e independência tecnológica diante da nova era da mobilidade.

A posição líquida de caixa das companhias do Grupo PSA fecharam 2019 com saldo positivo de € 7,9 bilhões, resultado confortável mesmo após a aquisição da Clarion pela Faurecia – braço de componentes e sistemas da companhia francesa. Sem problemas financeiros iminentes, a empresa informa que irá propor na próxima assembleia de acionistas, em 21 maio próximo, o pagamento de dividendos de € 1,23 por ação, que poderá ser efetuado em 25 de maio.

“Nossos times comprometidos e eficiente fizeram a diferença novamente e apuramos resultados recordes em 2019. Estamos prontos para a transição energética e focados em oferecer mobilidade limpa e acessível aos clientes. Nosso modelo de negócio e espírito de luta provaram ser eficientes. Estamos ansiosos por entrar em uma nova era com a anunciada fusão com a FCA”, afirmou Carlos Tavares, CEO do Grupo PSA.



O executivo também será o CEO da futura empresa nascida da fusão entre PSA e FCA, planejada para ser concluída até o fim deste ano, o que dará ao grupo francês maior acesso a mercados onde hoje não atua (especialmente na América do Norte) ou tem baixa penetração (principalmente no Brasil). O balanço de 2019, portanto, deverá ser o último da companhia francesa ainda sem influência da união total com a FCA, que no ano passado apresentou vendas, faturamento e lucro menores do que em 2018.

PROJEÇÕES PARA 2020



Apesar dos esforços de internacionalização, quase todo o resultado do Grupo PSA continua sendo construído na Europa, o que poderá impactar negativamente o balanço de 2020, pois os mercados europeus apontam para baixo devido ao encarecimento dos produtos pela eletrificação e às mudanças de comportamento dos novos consumidores, menos interessados em ter um carro. Por isso a PSA já trabalha com perspectiva de queda de 3% nas vendas dentro da União Europeia este ano, além de retração de 2% na Rússia.

Na América Latina a previsão é de estabilidade, levando em conta as projeções combinadas dos quatro maiores mercados da região: Brasil, México, Argentina e Chile. Somando os quatro países, a participação das marcas do grupo declinou de 3,4% em 2018 para 2,7% em 2019, devido à queda nas vendas na Argentina (-43%) e Chile (-11%), crescimento baixo no Brasil (+2%) e bom desempenho somente no México (+13%).

Para a China, onde o grupo está reestruturando suas operações, saindo da sociedade com a Changan e reposicionando a parceria com a Dongfeng, a estimativa é de um grande ponto de interrogação, motivado principalmente pelas incertezas trazidas pela epidemia do Novo Corona Vírus.



Tags: Grupo PSA, balanço 2019, lucro, resultado, rentabilidade, Peugeot, Citroën, Vauxhall, Opel, fusão PSA FCA.

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