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China registra em 2019 sua 2ª queda consecutiva nas vendas de veículos

Mercado | 13/01/2020 | 17h27

China registra em 2019 sua 2ª queda consecutiva nas vendas de veículos

Volume fica em 25,8 milhões; para 2020, fabricantes estimam nova retração de 2%

REDAÇÃO AB

A China registrou em 2019 sua segunda queda consecutiva nas vendas de veículos em um mercado que vinha crescendo há 28 anos seguidos. Foram registrados 25,8 milhões de unidades, entre leves e pesados, informou na segunda-feira, 13, a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis – CAAM. O volume ficou 8,2% abaixo do resultado de 2018, quando as vendas já haviam caído 2,8%.

A demanda no maior mercado automotivo do mundo foi mais fraca no segmento de automóveis e comerciais leves, cujos volume de 21,5 milhões foi 9,6% menos do que no ano anterior. Já em veículos comerciais, que inclui caminhões e ônibus, as vendas caíram na ordem de 1,1%, para 4,2 milhões.

De acordo com a Automotive News a entidade atribuiu o baixo desempenho à pressão causada no mercado pelos novos padrões de emissões aplicados a uma economia está em retração. Além disso, também foi citada as tarifas de importação dentro do que ficou conhecido como guerra fiscal entre China e Estados Unidos ao longo do ano passado.

Em dezembro, quando a CAAM registrou o 18º mês consecutivo de queda das vendas, a entidade já havia projetado para 2020 uma nova retração das vendas, na ordem de 2%.

“Saímos de um estágio de desenvolvimento em alta velocidade. Temos que aceitar a realidade de um desenvolvimento em baixa velocidade”, disse Shi Jianhua, da CAAM, em entrevista coletiva. “Tivemos um crescimento em alta velocidade por 28 anos consecutivos, então espero que todos possam olhar com calma para o mercado”, completou.

No segmento elétrico, as vendas caíram pela primeira vez na casa dos 4% em 2019, para 1,24 milhão de unidades, desempenho prejudicado pelo corte de subsídio. O volume considera os 100% elétricos (movidos a bateria) e híbridos plug-in. Em 2018, o segmento havia registrado crescimento de 62%. Segundo o secretário-geral assistente da CAAM, Xu Haidong, dificilmente o setor deverá atingir os 2 milhões de elétricos em 2020, conforme meta estabelecida pelo Ministério da Indústria local em 2017.

“Provavelmente permanecerão no mesmo nível ou aumentarão ligeiramente”, disse Xu.

CAUTELA


Após os resultados divulgados pela CAAM, as montadoras globais que atuam no mercado chinês foram cautelosas com suas previsões, uma vez que algumas delas diminuíram o ritmo de produção, além de promover o fechamento de fábricas e demitiram funcionários no ano passado.

Executivos de montadoras locais como a Geely e Chongqing Changan, esta parceira da Ford, disseram esperar que uma concorrência mais acirrada deva atropelar operações mais fracas. Por sua vez, a Ford confirmou que suas vendas caíram pelo terceiro ano consecutivo na China, com retração acima dos 25%. Contudo, esta queda menor do que a de 37% registrada em 2018. Com isso, a montadora norte-americana aponta que sua participação ficou estável no segmento de premium.

Na semana passada, a GM divulgou uma queda de 15% de suas vendas no país e declarou cautela com relação aos negócios neste ano. “Esperamos que a desaceleração do mercado continue em 2020 e antecipamos ventos contrários em nossos negócios na China”, disse Matt Tsien, presidente da GM China.

O Grupo Volkswagen declarou esperar que o mercado da China cresça em um ritmo relativamente lento nos próximos cinco anos. Por lá, o grupo registrou leve aumento de 1,7% dos seus volumes, para 3,16 milhões.

Toyota, Honda e a americana Tesla também foram as exceções e registraram vendas maiores no ano passado na China.



Tags: China, vendas, veículos, CAAM, fabricantes, carros elétricos.

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