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Venda de caminhões é a melhor em 5 anos

Mercado | 05/12/2019 | 17h30

Venda de caminhões é a melhor em 5 anos

Acumulado até novembro teve 92,7 mil unidades, com alta em quase todos os segmentos

MÁRIO CURCIO, AB

Os resultados do acumulado até novembro mostram uma recuperação consistente no mercado interno de caminhões. As vendas totais no período somam 92,7 mil unidades e alta de 35% sobre iguais meses de 2018. Foi o melhor acumulado para os 11 meses desde 2014 e novembro registrou a melhor média diária (453 unidades) também desde aquele ano. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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“A retomada dos caminhões não está mais concentrada nos pesados por causa do agronegócio. Agora ela ocorre nos semipesados e médios também”, ressalta o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.



“Temos as vendas no varejo aparentemente puxando outros segmentos e a construção civil favorecendo a venda de semipesados”, afirma Bonini, referindo-se ao aquecimento do mercado imobiliário e também à retomada de obras de infraestrutura.

A alta no segmento pesado ainda é a mais expressiva. Até novembro foram entregues 47,4 mil unidades, 53,1% a mais que em iguais meses do ano passado. Em seguida vêm os caminhões médios, com 9,3 mil unidades no período e acréscimo de 34,1%. Os semipesados, 21,3 mil, anotaram alta de 32,4%. Os semileves, 4,5 mil, tiveram acréscimo de 19%. O único segmento com queda (-3,3%) foi o de leves, com 10,2 mil licenciamentos nos 11 meses. A Anfavea acredita em novo crescimento em 2020, que deve ocorrer em medida semelhante para todos os segmentos.

ALTA IMPORTANTE EM PRODUÇÃO


A produção de caminhões também foi a melhor no acumulado até novembro desde 2014. Nos 11 meses foram montadas 107,5 mil unidades. A alta anotada é de 9,5%, claramente puxada pelo mercado interno, já que as vendas externas despencaram. Mais da metade dos caminhões fabricados (58,7 mil unidades) pertence ao segmento pesado.

EXPORTAÇÃO RECUA 46,7%


Até novembro o Brasil exportou 12,6 mil caminhões, volume 46,7% menor que o anotado em iguais meses de 2018. O motivo é conhecido, a retração no mercado argentino. O país vizinho responde por mais de 50% dos embarques brasileiros. Por segmento, a maior queda (60,6%) ocorreu nos semipesados, que tiveram apenas 3,3 mil unidades exportadas em 11 meses.

VENDA DE ÔNIBUS ANOTA ALTA PRÓXIMA A 40%


Os licenciamentos de novos ônibus no acumulado até novembro somaram 19 mil unidades, volume 39,6% mais alto que em iguais meses do ano passado. Assim como ocorreu para veículos leves e caminhões, a venda de ônibus também teve o melhor acumulado desde 2014.

A maior parte das vendas se concentrou em renovações de frota de grandes cidades, mas as empresas de transporte rodoviário também investiram este ano e contribuíram para o crescimento. A produção somou no período de 11 meses 26,5 mil unidades, registrando pequena queda de 3,5%.

EXPORTAÇÕES EM RISCO PARA 2020


Nestes 11 meses o Brasil enviou ao exterior 6,4 mil ônibus, registrando queda de 22,7% ante iguais meses do ano passado. A Anfavea vê com preocupação os conflitos recentes em países como Chile e Colômbia, mercados tradicionais dos ônibus brasileiros. “Ainda não houve reflexos, mas isso pode afetar futuras vendas”, reconhece o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. Estes e outros mercados da região (como Peru, Equador e Venezuela) poderiam compensar em parte a retração na Argentina. Até o fim do ano o Brasil deve exportar 20 mil veículos pesados (na soma de caminhões e ônibus), anotando queda de 40,7% em relação a 2018.



Tags: Caminhões, Anfavea, Gustavo Bonini, Luiz Carlos Moraes, ônibus.

Comentários

  • Marcos

    Eagora uma fábrica de caminhões parada em SBC, pronta para produzir e esperando comprador. Será que é um mal negócio? Difícil acreditar...

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