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VWCO equipa caminhões Delivery com câmbio automatizado

Lançamentos | 29/08/2019 | 18h03

VWCO equipa caminhões Delivery com câmbio automatizado

Versões 9.170 e 11.180 V-Tronic estreiam na Fenatran

SUELI REIS, AB

A VWCO Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia a família de caminhões Delivery com duas de suas opções agora equipadas com câmbio automatizado: os modelos leve 9.170 (PBT de 9 toneladas) e o médio 11.180 (PBT de 11 toneladas) ganham a versão V-Tronic, cujo lançamento será feito durante a Fenatran, maior feira do transporte de carga da América Latina que acontece em São Paulo entre 14 e 18 de outubro.

O vice-presidente de vendas, marketing e pós-venda da VWCO, Ricardo Alouche, admite que em regra, os novos V-Tronic podem custar cerca de R$ 15 mil a mais do que suas versões com câmbio manual, mas o executivo aposta no custo-benefício do veículo, que promete menor consumo de combustível, entre outras vantagens.

“Não é só o menor consumo, mas também fatores que levam a um menor custo de manutenção. É um produto que se paga em seis meses de operação”, analisa Alouche.

O engenheiro de marketing de produto da VWCO, Paulo Razori, enumera os benefícios do veículo equipado com a caixa Eaton EAO-6106 de seis velocidades. Ele aponta que este tipo de tecnologia é a ideal para modelos que sofrem com o anda-e-para dos grandes centros urbanos. “Em uma aplicação severa, um motorista pode efetuar cerca de 1 mil trocas de marcha por dia, algo como 15 trocas por km”, aponta.

Com isso, a caixa automatizada é uma opção que oferece menor desgaste no conjunto da embreagem por trabalhar com uma troca inteligente de marchas. Além disso, ela conta com funções como o inclinômetro, sensor que percebe o nível de inclinação em aclives/declives e calcula a melhor marcha a ser utilizada, e o EasyStart, assistente em rampa que evita que o veículo volte para trás em uma situação de aclive quanto o motorista tira o pé do freio e antes de acionar o acelerador.

“Ela vai utilizar o melhor torque e a curva de potência sem forçar mais do que precisa, gerando o melhor desempenho e economia no consumo”, explica Razori. “Além disso, a fácil adaptação ao dirigir proporciona menor tempo no treinamento dos motoristas e menor probabilidade de erros operacionais”, completa.

O executivo também destaca os ganhos com segurança, como a possibilidade de programar a caixa com o piloto automático para limitação de velocidade e o freio motor. “O motorista também mantém as duas mãos no volante e retém maior atenção ao trânsito porque não há mais a alavanca de embreagem.”


Detalhe do console central do VW Delivery V-Tronic sem a alavanca de embreagem

CAMINHÕES LEVES: RETOMANDO O FÔLEGO


Os dois modelos Delivery agora com opção de câmbio automatizado estão entre os dez mais vendidos no Brasil na categoria que abrangem caminhões com PBT entre 3,5 e 15 toneladas (semileves, leves e médios). Alouche comemora a participação da VWCO nesta faixa, atualmente em 48%, e indica que a tendência é de aumentar ainda mais essa fatia observando a curva ascendente do mercado.

Dados do mercado apontam que entre janeiro e julho deste ano, as vendas de leves e semileves no País cresceram 7% sobre iguais meses de 2018, com 10 mil emplacamentos. Já nos médios (entre 10 e 15 toneladas de PBT) os licenciamentos foram 50% maiores na comparação anual, com mais de 5,5 mil unidades.

“Depois da nova linha Delivery, a cada dois [caminhões] leves vendidos no Brasil, um é Volkswagen”, enfatiza Alouche.

Os caminhões nesta faixa de atuação atendem os mais diferentes tipos e nichos de negócio e conseguem penetração em empresas de variados portes, entre pequenas, médias e grandes, considerando os modelos 9.170 e 11.180. Para outros modelos mais leves da linha Delivery, como o Express de 3,5 toneladas de PBT, que figura como o sétimo modelo mais vendido entre os semileves, o perfil do cliente varia desde o micro empresário que possui apenas um veículo na frota até empresas que adquirem lotes bem maiores de veículos.

Segundo Alouche, os segmentos do transporte de bebidas, coleta de lixo e farmacêutico se destacam entre os nichos de transporte urbano que retomaram as compras no primeiro semestre de 2019. Ele diz que também é crescente o número de clientes de outras marcas que vêm conhecer os novos modelos da VWCO: eles já conhecem e trabalham com concorrentes como Sprinter (Mercedes-Benz) e Daily (Iveco), que são os principais “alvos” da Volkswagen neste mercado, além de HR (Hyundai) e Bongo (Kia).

“O Delivery está chegando nos nichos para os quais ele foi concebido”, acrescenta Alouche.

Atualmente, a família Delivery conta com seis versões: os semileves Express 3,5 e 4.150; os leves 6.160 e 9.170 e os médios 11.180 e 13.180 – e serão oito após o lançamento de outubro com as opções de câmbio automatizado 9.170 V-Tronic e 11.180 V-Tronic. A produção de ambos começou em Resende (RJ) neste mês. Segundo Alouche, a intenção da empresa é estender a opção de câmbio automatizado para os demais modelos da linha Delivery, conforme a demanda.

“Tenho a convicção de que o câmbio automatizado será para o caminhão leve assim como foi para o pesado: uma vez que se adota, não se quer mais o manual. Já é uma tendência na Europa, 100% dos leves são automatizados e chegaremos a esse patamar também no Brasil”, aposta.



Tags: VWCO, Volkswagen Caminhões e ônibus, Delivery, câmbio automatizado, Eaton, Fenatran.

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