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Vender carros ainda será promissor no futuro da mobilidade, aponta NADA
Charlie Gilchrist, chaiman da NADA, associação de concessionárias dos Estados Unidos, abre os trabalhos do Congresso Fenabrave deste ano

Entidades | 06/08/2019 | 17h25

Vender carros ainda será promissor no futuro da mobilidade, aponta NADA

Pesquisa apresentada pelo chairman Charlie Gilchrist revela que as pessoas ainda querem ter a posse do veículo

SUELI REIS, AB

As mudanças disruptivas que o mundo digital está trazendo para o setor automotivo não vão extinguir a necessidade da existência de concessionárias de veículos e seu core business - que é vender carros - ainda será essencial para o futuro da mobilidade. Esta é a conclusão de Charlie Gilchrist, chairman da NADA – associação que reúne o setor de distribuição dos Estados Unidos, e membro da ATD, American Truck Dealers. Ele apresentou a palestra de abertura do 29º Congresso Fenabrave, na terça-feira, 6, em São Paulo.

O executivo mostrou dados de um estudo recente realizado pela entidade em seu país sobre a relevância das novas tecnologias emergentes no setor automotivo, como carros elétricos, direção autônoma, serviços de compartilhamento, inteligência artificial, entre outras, e como estas tecnologias devem influenciar as preferências dos consumidores para o transporte no futuro.

“As críticas que temos ouvido sobre as concessionárias estarem ameaçadas no futuro com a evolução do setor são afirmações erradas. As pessoas ainda querem ter carro e a pesquisa mostra que elas têm pouco interesse em não ter a posse do bem: apenas 9% são a favor de abrir mão do veículo”, disse Gilchrist.

Segundo o chairman, serviços de compartilhamento, que ele chamou de uberização, embora sejam práticos e úteis em várias ocasiões, ainda são considerados como um custo alto pelos entrevistados. Os números da pesquisa da NADA apontam que os gastos com o Uber podem custar US$ 1.119 por ano para uma pessoa que não tem carro.

“Ser dono de um carro em nosso país tem um custo muito menor”, reforça ele.

Chamam a atenção os números que apontam que os millennials são o segundo grupo que mais compram carro em todo o mundo, perdendo apenas para sua geração anterior. “O resultado foi positivo em todas as faixas etárias e de renda”, acrescenta. “Nunca subestime o valor da liberdade de ir e vir; há muitos casos de rotinas em que o Uber não representa a melhor opção e é nesta avaliação sobre sua vida e como ela vai se movimentar ao longo de seu dia e de suas atividades que a pessoa tem a convicção de que o carro faz mais sentido.”

Embora os números apresentados por Gilchrist apontem que o core business das concessionárias ainda é um negócio promissor, ele não deixa de alertar aos concessionários presentes que devem sim buscar sua maior inserção no mundo digital.

“É necessário se adequar e estar preparado para a mudança do panorama da mobilidade, porque o futuro já chegou”, afirmou.

Se por um lado, as pessoas ainda vão procurar as concessionárias para comprar um carro, por outro, as ferramentas de vendas, marketing e principalmente de pós-venda já estão fazendo toda a diferença dentro do escopo do negócio e isso requer planejamento, investimento e novos profissionais.

Seus dados apontam que só nos Estados Unidos, a introdução de novas tecnologias no setor de distribuição demandará a contratação de mais de 70 mil pessoas por ano até 2026, incluindo profissionais da área técnica, TI, gerenciamento de dados e monitoramento. Ele indica que munidos com as ferramentas corretas e que fazem sentido para o negócio, o setor ainda desfrutará de vida longa.

“E não se preocupem com os produtos do futuro: as concessionárias estão prontas para a venda de qualquer produto que venha das montadoras.”



Tags: Concessionárias, Fenabrave, Charlie Gilchrist, Congresso Fenabrave, NADA, EUA.

Comentários

  • karolline

    Sensacional,eu como Executiva de vendas, trabalhando a quase 10 anos em concessionárias, como BMW, Mercedez Benz, Mini, entre outras. Tive o insight de não somente prestar serviços ao concessionário através de parcerias e ao consumidor final com a consultoria visando sempre a necessidade, os caprichos e o melhor custo beneficio ao cliente. Hoje sou autônoma, intermédio vendas de automóveis, presto assessoria para direito a compras de veículos 0km com isenção de impostos para PCD contratas por um escritório de Isenções, tendo todas minhas garantias como INSS, reias remuneradas, 13º salário, entre outros. Hoje tenho mais qualidade de vida, um salário bom, ate melhor que nas concessionárias e posso cuidar de minha família, e fazer o que gosto! Eu acredito nisso! Evolução do ser!

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