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Máquinas empacam por falta de crédito

Mercado | 06/06/2019 | 19h00

Máquinas empacam por falta de crédito

Vendas totais cresceram menos de 4% no acumulado até maio

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias em maio somou 3,1 mil unidades, resultando em pequena queda de 0,7% na comparação com abril. No acumulado do ano foram repassadas à rede 15,5 mil máquinas, apenas 3,7% a mais que em iguais meses de 2018. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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O baixo crescimento do setor resulta da escassez de crédito pelas linhas tradicionais. A venda de tratores recuou 3,4% no acumulado do ano, puxada pelos modelos intermediários, de 81 a 130 cavalos.

“Os agricultores estão aguardando o anúncio do Plano Safra”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto.



As vendas de colheitadeiras de grãos até maio somaram 2 mil unidades e anotaram crescimento de 23,3%. E as retroescavadeiras tiveram importante alta de 97,6%, com 1,1 mil unidades entregues aos concessionários.

Miguel Neto admite a possibilidade de revisão nos números do setor de máquinas, assim como para as exportações de veículos, mas isso dependerá do Plano Safra, cujo anúncio não mais ocorrerá em 12 de junho como previsto.

PRODUÇÃO NO ACUMULADO MANTÉM QUEDA


Nestes primeiros cinco meses de 2019 as fabricantes instaladas no Brasil produziram 20,7 mil unidades. Com isso persiste o cenário de queda, de 4,2% na comparação com iguais meses do ano passado.

A retração decorre dos tratores de rodas. As montadoras fabricaram 13,3 mil unidades até maio, 15,7% a menos pela comparação interanual. A menor demanda interna e também nas exportações explicam o recuo.

EXPORTAÇÕES: QUEDA DE 15% EM VALORES


A análise das vendas ao mercado externo mostra que o Brasil embarcou 5,1 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, registrando alta de quase 1% na comparação interanual. Em valores, o envio de US$ 1,26 bilhão em máquinas e equipamentos resultou em queda de 15,2%.

“Isso ocorreu porque deixamos de exportar para a Argentina máquinas e componentes com maior valor agregado”, explica Miguel Neto.



A exportação de colheitadeiras caiu 53,2% de janeiro a maio sobre iguais meses de 2018. Caíram também os embarques de colhedoras de cana: -69,1%. “Neste caso é porque o preço do açúcar baixou bastante”, diz o vice-presidente da Anfavea.

Os tratores de esteiras exportados somaram 1,7 mil unidades até maio, 35,9% a mais que em iguais meses do ano passado. Foram responsáveis pelo balanço positivo nas exportações. “Eles seguem para os Estados Unidos. Essa é uma forma de compensar a retração no mercado interno”, diz Miguel Neto.



Tags: Máquinas agrícolas e rodoviárias, Anfavea, Alfredo Miguel Neto, tratores de rodas, tratores de esteiras, colheitadeiras, colhedoras de cana.

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