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Aftermarket tem potencial para faturar R$ 120 bilhões até 2022

Eventos | 27/05/2019 | 17h35

Aftermarket tem potencial para faturar R$ 120 bilhões até 2022

Para isso, deverá superar desafios como digitalização, novas tecnologias de propulsão e mudanças no comportamento de compra

ALEXANDRE AKASHI, PARA AB

O faturamento do setor de aftermarket automotivo deve continuar em crescimento no Brasil e atingir R$ 120 bilhões até 2022. Este valor foi apresentado por Edson Brasil, CEO da Arteb e mediador de um dos painéis do evento Automotive Business Experience, ABX19, realizado segunda-feira, 27, no São Paulo Expo. O encontro contou ainda com a participação de Delfim Calixto, presidente regional da divisão Automotive Aftermarket para a América Latina da Bosch, e Eduardo Grassiotto, presidente da Euro Repar Car Service.

Para isso, o setor deve superar alguns desafios. Edson Brasil apresentou as principais dificuldades que o aftermarket automotivo brasileiro enfrentará nos próximos anos, como a digitalização e as novas tecnologias automotivas de propulsão (veículos híbridos e elétricos), além da mudança na forma de consumo de veículos, uma vez que os sistemas de compartilhamento têm feito com que as pessoas passem a utilizar serviços como Uber em vez de adquirir automóveis próprios.

“O que vai fazer o aftermarket crescer é o aumento de quilômetros rodados, muito mais do que a idade da frota ou de vendas de veículos”, disse Calixto, da Bosch.



Em compensação, o aftermarket apresenta como vantagens o crescimento constante da frota circulante e o aumento da idade média dessa frota, fatores considerados pelos especialistas como fundamentais para os bons resultados de faturamento do setor de pós-venda.

Responsável pela manutenção de 80% da frota circulante, o aftermarket independente sofre com a grande diversidade de modelos e, consequentemente, o elevado número de peças. “Antigamente era fácil gerir o estoque de peças, havia previsibilidade, mas hoje, isso desapareceu”, comentou Grassiotto, da Euro Repar. Diante deste desafio, Calixto, da Bosch, comentou que nos próximos quatro anos haverá mudanças nos catálogos de peças que poderão facilitar a vida dos empresários de reparação.

CONCORRÊNCIA



Apesar de atenderem a maioria dos veículos em circulação, as redes concessionárias das montadoras começam a enxergar valor nos serviços automotivos. “Há 20 anos o porcentual era de 5% e hoje, 20%. Acredito que ainda vai demorar, mas as montadoras estão se preparando para atingir porcentual de 50%, tal como é na Europa e Estados Unidos”, disse Calixto.

Outro tema que preocupa o setor é o avanço das tecnologias de propulsão e automação veicular, pois certamente esses veículos chegarão às oficinas para reparos e manutenção. “O desafio é preparar-se para eles e temos de atuar agora”, disse Calixto.

B2B



O debate também abordou as mudanças culturais do consumidor de automóveis, que em alguns casos prefere utilizar serviços como Uber e 99 em vez de ter veículo próprio. Na visão de Grassiotto, da Euro Repar, haverá menos carros sendo vendidos, porém rodando mais. “Esses carros não poderão parar de rodar e ai crescerá a importância da manutenção preventiva”, disse. “Para uma frota, é muito mais caro manter o carro parado”, completou.

Pronto para este desafio, Calixto comentou que a Bosch oferece para as oficinas da rede Bosch Service suporte para contratos B2B com frotistas. “Vendemos serviços para as frotas e disponibilizamos a eles toda a nossa rede de oficinas.”



Tags: Aftermarket, crise, expansão, Delphim Calixto, Eduardo Grassiotto, Edson Brasil, Arteb, Bosch, Euro Repar, Automotive Business Experience ABX19, SP Expo.

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