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Fiat Argentina chega aos 100 anos
Antonio Filosa, presidente da Fiat Chrysler Latam, participou das comemorações pelo centenário em Buenos Aires

Indústria | 22/05/2019 | 19h12

Fiat Argentina chega aos 100 anos

Empresa foi instalada no país vizinho por Giovanni Agnelli, o mesmo fundador da companhia italiana

REDAÇÃO AB

A Fiat comemora 100 anos de presença na Argentina. A empresa se instalou no país vizinho como F.I.A.T. Turin – Sucursal Argentina em 21 de maio de 1919. A iniciativa foi de Giovanni Agnelli, também fundador da companhia na Itália. A intenção de Agnelli era projetar a marca fora da Europa.

A expansão da Fiat no país vizinho inicialmente se baseou na venda de veículos, tratores e outros implementos para agronegócio e também de grandes motores a diesel. Com o fim da Segunda Guerra Mundial (em 1945), a montadora iniciou um ciclo de desenvolvimento local baseado na industrialização.

De forma sucessiva foram abertas as plantas da Fiat Someca Construcciones Córdoba, para a fabricação de tratores, em 1954; a de Grandes Motores Diesel, em Ferreyra, Córdoba, para motores de locomotivas, barcos, bombas de petróleo e geradores elétricos; e a da Materfer, para a fabricação de locomotivas e vagões de passageiros para trens.



A produção local de automóveis teve início em abril de 1960 com o modelo 600D, fabricado em Caseros. Em 1963 a produção de automóveis mudou para outro prédio maior em El Palomar. Segundo a montadora, esse ciclo de investimentos e expansão prosseguiu até a divisão da Fiat em duas empresas: Fiat Argentina, voltada aos automóveis, e Fiat Diesel, reunindo as demais atividades em 1979.

O período de expansão, que incluiu a produção de caminhões, tratores e a abertura de novas plantas, terminou no fim dos anos 1970. Uma vez divididas as unidades de negócio, a Fiat Argentina (automóveis) fundiu-se com a Safrar Peugeot para formar a Sevel Argentina.

Em 1982, por causa da situação econômica do país, a Fiat cedeu o controle da Sevel Argentina ao Grupo Macri, que até 1996 se encarregou da produção e venda dos automóveis da marca, incorporando novos modelos como o Uno e o Duna.

A Materfer e a Grandes Motores Diesel também passaram a grupos privados. E a constituição da Iveco Argentina absorveu a divisão de caminhões, que em 1991 passou a ser controlada pelo Grupo Garfunkel.

A retomada do controle dos negócios pela montadora ocorreu na metade dos anos 1990 pelo fato de a indústria automotiva ter-se tornado estratégica para os governos do Brasil e Argentina e também pela estabilização da economia no país vizinho. Isso motivou a atração de novos investimentos.

Em dezembro de 1996 foi erguida uma nova fábrica da Fiat Auto Argentina no complexo industrial de Ferreyra, onde teve início a produção do Siena. Na época a empresa retomou o controle da Iveco e se relançou no agronegócio com a New Holland, que logo se tornou CNH com a aquisição da Case.

No período mais recente da história da empresa se destacam o relançamento do complexo industrial de Ferreyra em 2008; o investimento na planta e preparação para produção do novo Palio em 2012; e a modernização da fábrica de Córdoba com investimento de US$ 500 milhões para a produção do sedã Cronos. A Fiat promoveu um jantar comemorativo na capital Buenos Aires e teve a presença de John Elkann e Mike Manley, Chairman e CEO da FCA, respectivamente, Antonio Filosa, presidente da FCA Latam, e Cristiano Ratazzi, presidente da FCA Argentina.



Tags: Fiat, Giovanni Agnelli, 600D, Sevel, tratores, Case, CNH Industrial, Iveco, Safrar Peugeot, New Holland, Uno, Duna, Cronos.

Comentários

  • Joãoluiz

    PARABÉNSFCA PELOS 100 ANOS DE ARGENTINA. HISTÓRIA BONITA. SUCESSO SEMPRE. E AMO CARROS FIAT E JEEP.

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