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FCA investe R$ 500 milhões para fazer motores turbo em Betim e criar polo de exportação
Mike Manley, CEO da FCA, ao lado do novo motor GSE turbo que será produzido em Betim

Indústria | 22/05/2019 | 17h00

FCA investe R$ 500 milhões para fazer motores turbo em Betim e criar polo de exportação

Já está contratada a venda de 400 mil motores para fábricas do grupo na Europa até 2022

PEDRO KUTNEY, AB | De Betim (SP)

A FCA confirmou a ampliação de instalações em Betim (MG) para fazer motores turbo na unidade, que para isso recebe investimento de R$ 500 milhões, adicionais aos R$ 8 bilhões anunciados em julho do ano passado. O projeto prevê a contratação de 1,2 mil empregados, 300 diretos e 900 nos fornecedores, que também participam dos aportes. A fábrica venceu uma competição global para fazer os novos propulsores e será transformada em um polo exportador: 400 mil unidades feitas na planta mineira já estão encomendadas e serão embarcadas até 2022 para operações do grupo na Europa.

“O objetivo é transformar Betim em um polo global de powertrain. Esta fábrica tem todas as condições e habilidades necessárias para isso, mas nossos investimentos no País (total de R$ 16 bilhões até 2024) vão muito além de motores, comtemplam também o lançamento de 25 veículos (15 Fiat e 10 Jeep), o que comprova a importância desta operação para nós”, afirmou Mike Manley, CEO global da FCA.





O novo aporte eleva para R$ 8,5 bilhões o investimento total previsto para o Polo Automotivo Fiat de Betim, o maior já realizado na unidade desde a inauguração há 43 anos. Os recursos se somam aos R$ 7,5 bilhões ao Polo Jeep de Goiana (PE), totalizando os R$ 16 bilhões mencionados por Manley. O prazo do programa foi ampliado em mais um ano, de 2018 até 2024. O plano contempla também o desenvolvimento de 15 novos Fiat (entre versões e novos modelos), incluindo dois ou três SUVs que devem ser produzidos na unidade a partir de 2020.

No último trimestre de 2020 está previsto o início da produção dos novos motores turbo GSE (de Global Small Engine) T3 e T4 flex, bicombustível etanol-gasolina, ambos baseados nos propulsores Firefly aspirados 1.0 três-cilindros e 1.3 de quatro que já são fabricados desde 2016 na planta mineira. Os dois motores turbinados deverão equipar diversos modelos Fiat e Jeep, tanto na América Latina quanto na Europa. A nova linha tem capacidade inicial de 100 mil unidades/ano, mas já nasce pronta para receber ampliações.

Segundo a FCA, o investimento transforma Betim no maior polo produtor de motores e transmissões da América Latina, com capacidade para fazer 1,3 milhão de unidades por ano. Serão ao todo quatro linhas de motores: os antigos Fire 1.0 e 1.4 ainda em produção, os atuais Firefly 1.0 e 1.3, os novos Firefly Trubo 1.0 e 1.3 e os E.torQ 1.6 e 1.8 ainda produzidos em Campo Largo (PR), na fábrica comprada da DaimlerChrysler em 2008.

“Conseguimos aprovar esse novo investimento para a planta de Betim porque temos apresentado resultados consistentes na região”, afirmou Antonio Filosa, presidente da FCA Latam.



NOVAS TECNOLOGIAS NO HORIZONTE



Segundo Manley, como Betim será um polo global de produção de powertrain da FCA, está previsto no futuro a incorporação aos produtos de novas tecnologias de propulsão, “incluindo hibridização elétrica e uso de diversos combustíveis”, revela. “Entendemos que híbrido não é só eletrificação, mas o uso de mais de um combustível pelo mesmo veículo, como etanol e gasolina ou gás, o que também traz vantagens ambientais de redução de emissões quando fazemos a medição do ciclo completo do poço à roda”, explica o executivo.

Um dos desenvolvimentos em andamento é o E4, um motor turbinado movido só a etanol, com patente registrada no Brasil. O objetivo é aumentar a eficiência da propulsão a etanol, baixando para menos dos atuais 30% a diferença de consumo a favor da gasolina.



Tags: FCA Fiat Chrysler, Betim MG, investimento, fábrica, indústria, motores GSE turbo.

Comentários

  • SandroCunha

    Bomdia, a "diferença energética" entre motores Otto a etanol e a gasolina não é 30%. Há mais de trinta anos eu fazia o cálculo estequiométrico nas aulas de química e o resultado era 30%, porém de lá para cá a adição de etanol à gasolina aumentou para 27% em volume. O cálculo precisa ser atualizado para revelar a diferença teórica atualizada entre etanol e combustível E27, cujo poder calorífico é menor do que o da gasolina pura.

  • TOMLOPES

    Excelentenotícias pra todos nós funcionários e mineiros!!!! Isto é uma demonstração clara da confiança da empresa no nosso trabalho e principalmente no nosso potencial!!! Parabéns FCA!!!!!

  • EduardoTeixeira Kull

    Oque será feito da unidade paranaense?

  • juliocordeiro

    excelente posicionamento do Sandro Cunha

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