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Ford tem lucro prejudicado por custos com reestruturação global

Balanço | 06/05/2019 | 18h04

Ford tem lucro prejudicado por custos com reestruturação global

Entre as medidas, estão o fechamento da fábrica de São Bernardo e o fim da produção do Focus na Argentina

REDAÇÃO AB

As medidas de reestruturação global que a Ford está levando adiante começam a refletir nos resultados financeiros da companhia. O Ebit (lucro antes de impostos e despesas financeiras) chegou a US$ 2,4 bilhões, aumento de 9% sobre os US$ 2,2 bi do primeiro trimestre de 2018, resultado fortemente impulsionado pelo melhor desempenho da divisão automotiva dos últimos sete trimestres (quase dois anos), além do melhor trimestre da divisão de serviços financeiros (Ford Credit) desde 2010. No entanto, o resultado perdeu força após aplicadas as taxas previstas e custos extraordinários.

Entre estes custos, chama a atenção o valor de US$ 592 milhões denominados no relatório financeiro como a soma de itens especiais e que exerceu a maior influência no Ebit entre os demais do primeiro trimestre. Isto resultou em um lucro líquido 34% menor no período, de US$ 1,14 bilhão contra US$ 1,73 bi de um ano antes, com margem de 2,8% sobre margem de 4,1%.

Vale detalhar que deste total de US$ 592 milhões estão incluídos US$ 193 milhões gastos só no primeiro trimestre pela Ford com o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Desde o anúncio da medida, em 19 de fevereiro, estão previstos custos totais equivalentes a US$ 460 milhões e que serão diluídos no Ebit da companhia ao longo deste ano. A Ford reforça em seu relatório financeiro que sua operação deve ser mesmo descontinuada no local até o fim de 2019.

Outros custos se referem ainda ao fim da produção do Focus na Argentina, que no primeiro trimestre demandaram US$ 67 milhões, além de US$ 174 milhões na Rússia, onde a Ford deixou de atuar no mercado de veículos leves, com o fechamento de três fábricas (duas de veículos e uma de motores).

A divisão automotiva não sofreu tanto com os custos, ao fechar o primeiro trimestre com ganhos de US$ 2 bilhões. Aqui, o problema é o valor do Ebit em cada operação regional. A América do Norte ainda é de longe o principal mercado para a Ford: por lá, o Ebit fechou em US$ 2,2 bi, mais que compensando outros resultados por região, como o prejuízo de US$ 158 milhões na América do Sul. Também na China, a empresa amargou prejuízo de US$ 128 milhões, puxando para baixo os ganhos na região Ásia-Pacífico, onde o Ebit fechou em apenas US$ 19 milhões. Embora Europa e África mais Oriente Médio tenham sido rentáveis, com US$ 57 milhões e US$ 14 milhões, respectivamente, os valores não foram suficientes para que a Ford computasse perdas totais de US$ 196 milhões fora da América do Norte.

No geral, o faturamento da Ford ficou 4% abaixo do registrado há um ano, passando de US$ 42 bilhões para US$ 40,3 bi. As vendas globais da companhia caíram 1%, para 94,3 milhões de veículos entregues de janeiro a março. Segundo a Ford, sua participação no mercado mundial passou de 1,66% para 1,42% em um ano.



Tags: Ford, lucro, balanço financeiro, América do Norte, América do Sul, fábrica, São Bernardo do Campo, .

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