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Motos voltam a atrair financeiras à rede
Participação dos bancos das montadoras, que era de 50%, está agora em 40% das vendas por CDC

Crédito | 10/04/2019 | 20h42

Motos voltam a atrair financeiras à rede

Bancos das montadoras perderam fatia para outras instituições dentro das concessionárias

MÁRIO CURCIO, AB

A Alta de quase 18% na venda de motos neste primeiro trimestre encontra vários motivos. O principal é o aumento do crédito disponível, decorrente de uma baixa taxa de inadimplência: 3,2 pontos em fevereiro, o menor índice desde o início de 2011. “As financeiras que atuavam no passado como parceiras dentro das concessionárias voltaram a demonstrar interesse. Até pouco tempo os bancos das próprias montadoras respondiam por 50% dos financiamentos por Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Essa parcela caiu para 40%”, garante Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de motos. Com isso, as vendas até março somaram 258,6 mil motos, o melhor primeiro trimestre desde 2016.



- Faça aqui o download dos dados da Abraciclo
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“E a taxa de juros vem estável, em torno de 1,5% a 2% ao mês para modelos de baixa cilindrada”, diz Fermanian. Ele citou também relatório recente do Banco Central, em que o saldo no primeiro bimestre para compra de veículos cresceu 14,1%, totalizando R$ 347 milhões.

O executivo ressalta ainda a importância do consórcio: “As fábricas iniciaram um grande movimento em 2017 pela modalidade e começaram a colher bons resultados já no ano passado”, diz.



De acordo com levantamento da Abraciclo, o consórcio respondeu por 29% das vendas de motos no primeiro trimestre, ante 34% do CDC e 37% da modalidade à vista (na qual entram também vendas parceladas em cartão de crédito ou cheques pré-datados, por exemplo).

Segundo a Abraciclo, o fluxo nas lojas e a procura por motos cresceram também pelo interesse em lançamentos e pelo aumento da confiança do consumidor: “De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a confiança cresceu 7,5 pontos neste primeiro trimestre na comparação com igual período de 2018”, diz.

Na semana anterior, a Fenabrave já havia revisado para cima suas projeções para motos por causa da maior facilidade na obtenção de crédito. Segundo a entidade, a taxa de aprovação das propostas de financiamento está em 40%. Até outubro de 2018 esse índice era de 30%.

Assista à entrevista com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo:




Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, CDC, consórcio, Banco Central, FGV.

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