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Cooper Standard cresce no Brasil em ano difícil
Produção de vedações da Cooper Standard no País: em expansão

Autopeças | 29/01/2019 | 19h32

Cooper Standard cresce no Brasil em ano difícil

Impacto cambial de insumos e volatilidade adiaram chegada ao ponto de equilíbrio

PEDRO KUTNEY, AB

Como já era esperado no início de 2018, foi tímido o crescimento do faturamento da Cooper Standard no Brasil, menos de 3%, para R$ 350 milhões ante os R$ 340 milhões faturados em 2017. Isso porque a maioria dos novos contratos de fornecimento de vedações, dutos e mangueiras começam a maturar este ano, quando se espera por avanço bem maior das vendas, acima de 25%, para fechar pedidos em torno de R$ 450 milhões no decorrer de 2019, segundo estima Jürgen Kneissler, diretor geral da empresa na América do Sul.

O problema maior em 2018 foi o impacto da desvalorização cambial sobre os insumos plásticos, principal matéria-prima usada pela Cooper Standard, que precisa importar a peso de dólar caro perto de 90% dos compostos usados na produção nacional. “Praticamente não existem fornecedores nacionais desses insumos”, afirma Kneissler. Com isso, não foi possível no ano passado fechar no azul suas contas no País, onde registra prejuízos desde 2013.

“Foi um ano bem difícil, principalmente por causa do câmbio que encarece nossas importações. Ainda não conseguimos atingir o ponto de equilíbrio financeiro. Essa meta ficou para 2019. Conseguimos avançar nas operações e este ano deve ser melhor, com aumento da produção de veículos no País e novos contratos”, resume Jürgen Kneissler.



A principal ampliação das operações em 2018 foi a inauguração de uma nova planta em São Bento do Sul (SC), que entra em operação plena no primeiro semestre para a partir de setembro enviar à GM em Gravataí (RS) mangueiras de turbocompressores para nova família de motores da montadora, que vão equipar a nova geração de Onix e Prisma, de acordo com informações de mercado. As mangueiras especiais, de plástico que suporta altas temperaturas, entraram no portfólio da Cooper Standard com a aquisição internacional, no ano passado, de uma unidade de negócios da coreana LS Mtron’s. “Aproveitamos que tinham o componente que precisávamos aqui e fizemos a nova fábrica”, conta o executivo.

Também está nos planos adicionar uma linha de guarnições à fábrica de Santa Catarina, para fornecer a clientes da Região Sul. Como está a apenas 100 km de Curitiba, estão na mira clientes do Paraná como Volkswagen e Renault. Segundo Kneissler, a unidade deve poderá empregar até 300 pessoas, fazendo o número de empregados no Brasil subir dos atuais 1,7 mil para cerca de 2 mil.

NOVA EXPANSÃO



A nova unidade em Santa Catarina se junta às três fábricas da empresa no País, de guarnições de borracha em Atibaia (SP), de dutos de fluídos de freios e combustível em Varginha (MG) e Camaçari (BA) para montagem desses itens importados em operação integrada na planta da Ford. Está nos planos a retomada da construção de uma planta em Sergipe, na cidade de Divina Pastora, que deveria ter sido iniciada no ano passado para fornecer à Ford na Bahia e FCA/Jeep em Pernambuco. Contudo, o sindicato de Camaçari não aprovou a transferência de 80 dos 150 empregos de dentro da Ford para o Estado vizinho, ameaçou com greve. Além disso, os incentivos oferecidos foram retirados na mudança do governo estadual e o projeto teve de ser interrompido. “Queremos tentar retomar este ano”, diz Kneissler.

Mas outro projeto ganhou prioridade: a construção de nova fábrica no interior de São Paulo para atender projetos de clientes no Estado (especialmente lançamentos de Hyundai e Toyota), e assim desafogar a unidade de Varginha, que ficaria mais focada em atender a FCA/Fiat em Betim (MG). “Ficou muito pequeno lá e não temos como ampliar, precisamos de um novo galpão de 8 mil a 10 mil metros quadrados para fornecer linhas de freios e combustível aos clientes paulistas. Estamos negociando a compra das instalações de uma empresa que faliu e queremos definir a operação até maio”, indica o executivo.

Apesar do cenário aparentemente otimista, Kneissler reconhece que ainda restam muitas incertezas pelo caminho em 2019 para voltar à lucratividade, a começar pela volatilidade cambial. Além disso, está no horizonte revisões de contratos com a GM, que atualmente negocia um plano de cortes de custos com empregados, concessionários e pressiona fornecedores a reduzir preços. A Cooper Standard havia assumido programas de fornecimento de componentes para novos veículos da GM a serem produzidos em São Paulo, nas plantas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, que agora estão em renegociação.



Tags: Cooper Standard, autopeças, guarnições, vedações, dutos, mangueiras, balanço 2018, indústria, fábrica, investimento.

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