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Royal Enfield entra no segmento trail
Para o diretor de negócios internacionais Arun Gopal, nova moto permitirá abertura de 10 revendas em 2019

Lançamentos | 23/01/2019 | 19h40

Royal Enfield entra no segmento trail

Himalayan 410 chega por R$ 18.990 e viabiliza ampliação da rede de revendas no País

MÁRIO CURCIO, AB

A Royal Enfield começa enfim a vender no Brasil a Himalayan 410. A moto vem montada da Índia com preço sugerido de R$ 18.990, valor muito próximo ao cobrado pela principal concorrente, a Honda XRE 300, que nas versões Adventure e Rally sai por R$ 18.690. E é apenas R$ 2 mil mais alto que o da nova Yamaha XTZ 250 Lander, de R$ 16.990. Com o novo modelo vem a expectativa de expansão da rede Royal Enfield, que desde a implantação da subsidiária no Brasil mantém apenas uma revenda em todo o País, aberta em abril de 2017.

“Até o fim do ano esperamos abrir dez concessionárias”, afirma o diretor de negócios internacionais da Royal Enfield, Arun Gopal. Destas, duas estarão na cidade de São Paulo. Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) também terão revendas e outras ainda serão definidas durante 2019.

“Até agora só vendíamos modelos com estilo clássico. A Himalayan vai atrair outro tipo de consumidor”, recorda o diretor geral da Royal Enfield do Brasil, Cláudio Giusti.



Com apenas uma loja a marca teve 522 unidades emplacadas em 2018. É possível ao menos dobrar esse volume até o fim do ano por causa da expansão da rede e da chegada da Himalayan.

Até o fim de 2019 ou início de 2020 a marca trará também ao Brasil uma nova moto com motor bicilíndrico de 650 cc. O modelo foi apresentado na Califórnia no fim de 2018 e iniciou o processo de homologação no Brasil recentemente.

Sua apresentação no Brasil é esperada para o Salão Duas Rodas, no fim do primeiro semestre. A Royal Enfield não estabelece prazo, mas já admite a possibilidade de produzir suas motos em Manaus, seja em estrutura própria ou terceirizada.

ESTILO E PROJETO SIMPLES


A Himalayan foi lançada no exterior em 2016. Nos Estados Unidos e países europeus ela responde por cerca de 60% das vendas totais da Royal Enfield. Cláudio Giusti acredita em participação semelhante aqui no Brasil. A moto é bem simples em estilo e projeto. Mesmo quando colocada ao lado de modelos como a finada Honda 400 Falcon, lançada há 20 anos, fica difícil acreditar que a Himalayan é a mais moderna.

Seu quadro é quase todo aparente. O acabamento geral é bom, exceto pelo escape, cujas chapas de aço recebem polimento muito grosseiro. O banco tem 80 centímetros de altura e facilita a vida de pilotos com cerca de 1,70 metro. A maior parte das motos trail desse tipo usa roda traseira de 18 polegadas, mas a Royal preferiu o aro 17 como forma de reduzir a altura total. A dianteira usa a medida mais comum, de 21 polegadas.

Seu motor é monocilíndrico e refrigerado a ar e óleo. Produz 24,5 cavalos e tem câmbio de cinco marchas. Segundo a fabricante, o consumo médio é de 28 km/litro. E como o tanque tem razoáveis 15 litros, a autonomia em tese passa de 400 quilômetros.

Os freios são a disco nas duas rodas e trazem sistema ABS, obrigatório por lei para todas as motos de 300 cc ou mais importadas ou produzidas no Brasil desde 1º de janeiro deste ano.

No Brasil, o segmento trail no qual a Himalayan se encaixa respondeu por 23% das vendas, com 214,4 mil motos de 150 a 1.200 cc. Outras concorrentes da Himalayan são a Kawasaki Versys 300 (R$ 22.990) e a BMW G 310 GS (R$ 25.250), ambas montadas no Brasil.



Tags: Royal Enfield, Himalayan, Honda, XRE, Adventure, Rally, Arun Gopal, Cláudio Giusti, Kawasaki, Versys, BMW G 310 GS.

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