Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Renault estuda sucessão de Carlos Ghosn na presidência global
Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e que ainda mantém o cargo na Renault, está detido no japão desde 19 de novembro (Foto: Reuters)

Indústria | 17/01/2019 | 19h46

Renault estuda sucessão de Carlos Ghosn na presidência global

Governo francês, que é acionista majoritário da empresa, pede convocação do conselho para tratar de substituição

REDAÇÃO AB COM AGÊNCIAS

A Renault confirmou na quinta-feira, 17, que está trabalhando ativamente sobre o futuro de sua governança em resposta ao ministro francês de Economia, Bruno Le Maire, que um dia antes pediu que a empresa, da qual a França é o maior acionista com 15% do capital, convoque o conselho para tratar da substituição de Carlos Ghosn, presidente global e do conselho que foi preso sob a acusação de sonegação fiscal entre outras irregularidades na Nissan, com quem a Renault mantém uma aliança global.

O executivo é acusado de fraude fiscal na Nissan. Com sua prisão, a empresa decidiu pela sua saída do cargo de presidente, o que também foi feito pela Mitsubishi. Apesar disso, a Renault manteve Ghosn no cargo de presidente e na ocasião de sua prisão, nomeou um presidente interino, o número dois da montadora francesa, Thierry Bolloré. No entanto, para o governo francês, a prisão deve se prolongar por pelo menos várias semanas, o que impossibilitará o executivo de exercer suas funções.

Em comunicado, a montadora informa que o conselho de administração “tomará as decisões impostas desde que sejam reunidos os elementos necessários e, enquanto isso, a empresa funciona normalmente sob a responsabilidade da direção atual”. O comunicado é assinado pelo administrador responsável, Philippe Lagayette, e o presidente do comitê de nomeações, Patrick Thomas, que estão preparando as mudanças com a intenção de “defender os interesses da empresa e reforçar a aliança Renault-Nissan”.

Filho de libaneses, nascido no Brasil e com cidadania francesa, Carlos Ghosn continua preso em Tóquio desde 19 de novembro. Ele foi indiciado formalmente pela promotoria do Japão no início de dezembro sob alegação de que o executivo deixou de declarar ao fisco japonês metade dos pagamentos recebidos como CEO da Nissan entre 2010 e 2015, algo equivalente a US$ 43 milhões.

O executivo também é acusado de repassar gastos pessoais à Nissan, além de usar bens da empresa em benefício próprio, como na compra e reforma de imóveis de luxo em pelo menos quatro países, entre eles, um apartamento em área nobre do Rio de Janeiro.

Na terça-feira, 15, o Tribunal do Japão negou um pedido de liberdade sob fiança. Pela lei local, com essa decisão, ele permanecerá preso pelo menos até 10 de março



Tags: Renault, Carlos Ghosn, Nissan, Mitsubishi, sucessão, presidente, prisão, presidente, sonegação fiscal, França.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência