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Honda lança Elite 125, novo scooter nacional de R$ 8.250
Simples e eficiente, Elite tem transmissão automática. Além do vermelho e do azul há opções preta e branca

Lançamentos | 13/12/2018 | 23h28

Honda lança Elite 125, novo scooter nacional de R$ 8.250

Com ele, montadora quer atrair motoristas cansados de ficar presos dentro do carro

MÁRIO CURCIO, AB | De Santos (SP)

Quase três anos depois de ter tirado de linha o modelo Lead 110, a Honda lança o scooter 125 Elite. O novo modelo de baixa cilindrada tem motor de 9,3 cavalos refrigerado a ar, transmissão automática CVT e preço sugerido de R$ 8.250, o mais baixo entre os scooters da marca. Ele começou a ser montado em Manaus no início de dezembro e estará nas concessionárias em janeiro. Foi concebido na Tailândia e por isso mistura peças nacionais (como partes plásticas coloridas e o chassi, por exemplo) e itens importados como motor e componentes eletrônicos.

“Esperamos vender entre 15 mil e 20 mil unidades em um ano, mas o plano de produção poderá ser ajustado”, afirma o assessor técnico de produto, Alfredo Guedes.



Como comparação, o Honda PCX 150, scooter mais vendido do Brasil, fechará 2018 com cerca de 31 mil unidades. E o Yamaha Neo 125, principal concorrente, vai terminar o ano com 10,5 mil unidades aproximadamente. O Elite deve atrair motoristas cansados de ficar presos dentro do automóvel, mas também será procurado como primeiro veículo e ainda por aqueles que querem trocar a moto ou scooter usado.

Também acabará roubando alguns consumidores da Honda Biz 125, e por bons motivos: é automático (a Biz é semiautomática com quatro marchas), tem estilo mais atual e custa 14% a menos (a Biz 125 sai por R$ 9.590). E Também deve tirar parte dos compradores do scooter PCX 150, cujo preço inicial é 36,6% mais alto (começa em R$ 11.272).


Painel tem boa visualização mesmo em dias claros, mas faltou hodômetro parcial. Espaço sob o banco leva diferentes modelos de capacete ou 18 litros de bagagem. Tanque comporta 6,4 litros de gasolina

O Elite se resume em três palavras: simples, mas eficiente. Simples porque não traz hodômetro parcial, tomada para recarga de celulares, porta-luvas com tampa e porque seu motor é refrigerado a ar e não a líquido como era o Lead. Mas é eficiente porque anda bem, para bem, tem suspensões bem acertadas e um bom conjunto de iluminação, que inclui faróis e luzes de posição com LEDs e lanterna traseira grande.

A fórmula simplicidade+eficiência, aliás, era a essência da antiga CG 125, a primeira moto fabricada pela empresa no País (em 1976) e que tornou a Honda o que ela é hoje por aqui. Manaus abriga a maior fábrica de motocicletas da empresa em todo o mundo. E a companhia ergueu aqui duas fábricas de automóveis.

ÁGIL E ECONÔMICO


O Elite é muito rápido em saídas de semáforo. Tem boas acelerações e retomadas de velocidade. “A Honda posicionou o bico injetor de gasolina bem próximo à válvula de admissão. Por causa disso ele tem eficiência semelhante a um sistema de injeção direta e resulta em respostas imediatas”, afirma Guedes.

Também tem baixo consumo. De acordo com o Instituto Mauá de Tecnologia ele faz 53,9 km/l em uso urbano. Em estrada esse número cai para 38,5 km/l. O tanque comporta 6,4 litros e fica embaixo do banco. Andando na estrada a velocidade máxima é de 93 km/h, embora o velocímetro indique 100 km/h.

Na cidade o Elite é muito ágil entre os carros por ser estreito. A largura máxima é de 69 centímetros. Também surpreende a capacidade de fazer curvas e o conforto como consequência do bom trabalho feito pela Honda nas suspensões. Em piso irregular a história é um pouco diferente porque suas rodas são pequenas, 12 polegadas na dianteira e 10 na traseira. Ainda assim é aceitável.

O Elite tem freios bem eficientes. O dianteiro é a disco e o traseiro a tambor, interligados pelo sistema CBS (Combined Braking System). Se o piloto pressionar só o traseiro, o dianteiro também é acionado como forma de reduzir a distância de parada e aumentar a segurança. A partir de 1º de janeiro todas as motos com cilindrada abaixo 300 cc sairão de fábrica equipadas com ABS ou CBS. De 300 cc em diante o ABS é obrigatório.

O painel do Honda Elite é digital do tipo “blackout”, de fácil visualização porque tem fundo escuro e números claros. Ele traz velocímetro, horário, marcador de combustível, hodômetro totalizador e luzes-espia. Nada de trip 1, trip 2 ou consumo.

Abaixo dele há dois porta-trecos sem tampa. Quebram o galho pela possibilidade de carregar uma garrafinha plástica, o celular ou chaves, mas não se pode esquecer nada ali. Entre esses dois espaços há um gancho para sacolas. E embaixo do banco dá para levar um capacete ou 18 litros de bagagem.


Acabamento do Elite inclui plásticos texturizados que lembram fibra de carbono. No lugar de um porta-luvas com chave há dois porta-trecos sem tampa.

Apesar de haver bom espaço para piloto e garupa, a extremidade de trás do assento é muito fina. Deveria ter uma camada mais alta de espuma ali. E as alças para o garupa não devem ser usadas como bagageiro. Para fixar um bauleto ali é preciso trocar a peça por um acessório apropriado.

SCOOTERS BATEM RECORDE EM 2018


Dados da Abraciclo, a associação dos fabricantes de motos, indicam que as vendas de scooter de janeiro a novembro atingiram 62,1 mil unidades, recorde para o período. Esse volume foi 16,5% mais alto que o anotado nos mesmos 11 meses de 2018.

Os dois modelos mais vendidos depois do Honda PCX 150 nestes 11 meses foram os Yamaha NMax 160 e Neo 125. As marcas Dafra, Haojue, Kymco e Suzuki também se esforçam na disputa por consumidores desse segmento.



Tags: Honda, Elite, Alfredo Guedes, PCX 150, Yamaha, Neo 125.

Comentários

  • CÉSARROGÉRIO DE OLIVEIRA MEDEIROS

    ÓTIMAMOTO SCOOTER 125, MAS INFELISMENTE NÃO CONSEGUE CHEGAR AOS 100 K/h pelos menos o esperado a neo SCOOTER da yamaha passa dos 100 k/h que pena.

  • Alexandre

    Scooter muito bonita para ter grandes faltas,isso no século 21. Vamos lá. 1 rodas aro 10 numa socorre 125 não a cabimento, aceitável até 50cc. Nesta classe rodas iguais a partir de 12", se tiver que diferenciar altura entre ambas que se faça pelos pneus.úteis soluções da bis 125 como tomada de celular, porta luva com chave e painel mais completo tinha que ser incorporado, nem que está simples e barata soluções aumenta-se seu preço 500 reais máximo.A mais importante para um motor 125 com injeção direta, e mais que obrigatório que sua velocidade ultrapassa-se os 125 km/h e não somente 100, sem aumentar o consumo. Faça isso que amanhã eu compro duais, uma branca outra vermelha. Abraços Alexandre.

  • Lucio

    Saudadesdo espaço sob o banco que havia na Lead.

  • Clarissa

    Lúcio,concordo. Tenho uma lead (é a 2ª que tenho) e não troco por nenhuma outra. Não entendo pq a honda parou de fabricá-la. Nenhuma tem o espaço útil dela. Cabem 2 capacetes, ou um monte de outras coisas, e na frente carrego caixas de leite e outras coisas.

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